sexta-feira, 26 de novembro de 2010



fragmentos:


...em transes bucólicos aos modos de Diógenes ele estava estirado na grama, por sobre as árvores que sombreavam as margens do lago.Aquilo de existir pessoas pescando, fazendo canoagem, passeando, andando sobre as aguas de jet sky, era apenas uma amostra da diversidade de gostos e predileções, ou melhor ainda, uma forma com a qual as pessoas encarnavam de diferentes gestos , jeitos e trejeitos a postura que tomavam quanto ao modo como assassinariam os segundos, os minutos e as horas de uma tarde dominical.ora a calma, ora o celeuma, ora gritos, risadas, barulhos de passos de ambos os sexos no chão seixoso. Ele pensou quão bom era não ter compromisso com pensar na vida fazendo alguma atividade que tomasse tempo e fizesse suar as idéias da cabeça. Pensou na desenvoltura contorcida que o pensar na vida toma quando se pratica o ócio e a indolência de estar estirado na grama abaixo de um céu imenso pensando se diógenes ou Pã.como era duro ter a consciencia embebida na geometria de analisar árvores grandes e estar agigantado de idéias dentro de um corpo mais pequeno que o céu e as árvores e só um tanto maior que as ervas e os insetos.mas, conformava-se dentro de um núcleo de incomformidade natural, do tipo da incomformidade das galharias que nascem desgrenhadas, das folhas que se soltam das galharias,das nuvens que desorganizam a imensidão azulada do céu.se ele era um escritor, isso não sabia, não, não era um escritor bem ao certo, sabia apenas que tinha uma inquietude que o levava sempre ao papel de escritor ou ao papel de pão. Como jamais havia pubicado , como não era um rigoroso exegeta, como não tinha sistema, tinha consigo a marginalidade no contexto literário de um informal.se pensava poéticamente era devido a forma como a poesia sempre rompe com a letargia, se pensava poéticamente era por meio da viciosa sinestesia que invadia o pensar, seja pela impregnação sugestiva de todas as coisas que há no mundo, ou seja pelo mero meio evasivo de fugir de todas as coisas representativas do mundo.no fim,o pensar pra fora ou pra dentro, a sugestão poética contemplativa ou de evasão era tudo dentro do mundo. Isto era factual e muito óbvio...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



MATAR , MATAR , MATAR E MATAR E’ O CAMPO DE AÇÃO DO ASSASSINO EM SÈRIE.
TIRAR A ROUPA, TIRAR A ROUPA E SEMPRE ESTAR A TIRAR A ROUPA SERÀ CONTINUAMENTE A PERFORMANCE DA STRIPPER.
ESCREVER. ESCREVER, ESCREVER E ESCREVER È A ATIVIDADE DE QUEM NADA TEM PRA FAZER ALÈM DE ESCREVER, ESCREVER,ESCREVER ...
FRAGMENTOLADO ÒCIO:
DO ROCIO ETERNIZADO POR UM INSTANTE DE MOÇAO MUITO LENTA, CONCLUI: O ROCIO È O CIO DO ORVALHO E DA RELVA.SILENCICIOSO E MACIO, QUASE IMPERCEPTIVEL HARMONIA ENTRE O SILENCIO E O CICIO.


O FEIPA DO BERTRAND RUSSELL

AINDA DO ÒCIO:
“DIZ-SE QUE O AMOR AO ETERNO È CARACTERÌSTICO DE UMA CLASSE OCIOSA, QUE VIVE DO TRABALHO DOS OUTROS. DUVIDO QUE ISTO SEJA VERDADE. EPICTETO E SPINOZA NÃO ERAM SENHORES OCIOSOS. PODE-SE ARGUMENTAR, POR OUTRO LADO, QUE A CONCEPÇÃO DO CÈU COMO UM LUGAR ONDE NÃO SE FAZ NADA È UMA CONCEPÇÃO DE TRABALHADORES FATIGADOS QUE NÃO DESEJAM OUTRA COISA SENÂO DESCANSAR.” PG.349,VOLUME IV, OBRAS FILOSÒFICAS, BERTRAND RUSSELL.




UMBERTO ECO XARÀ DE PILHAS DE CATALOGOS,LISTAS,REFERENCIAS, ROTULOS E CANONIZAÇÕES POR MEIO DE LETRAS.

A DIFERENÇA ENTRE O ARGUMENTO ONTOLÒGICO E O REFUTAR DO ARGUMENTO ONTOLÓGICO SUSTENTAM A ENCICLOPEDIA HUMANA DOS DEBATES TODOS. UMBERTO ECO, INTELECTUAL CONTABILISTA AFEITO A LISTAS E CATALÒGOS DO CONTEUDO DO PENSAMENTO HUMANO, AFIRMA QUE O GOOGLE È UMA TRAGÈDIA PARA OS JOVENS, NO ENTANTO, CONSENTE COM CHARLES SANDER PIERCE COM A IDEIA DE UMA NOVA COMUNIDADE CIENTIFICA QUE ATRAVES DE UM TIPO DE HOMEOSTASE ELIMINA OS ERROS, CORRIGE E LEGITIMA NOVAS DESCOBERTAS CIENTIFICAS, O QUE SE PODE ENTENDER POR WIKIPEDIA RSRSR E QUE ESTA (WIKIPEDIA) PODE VIR A SER A TOCHA DO CONHECIMENTO ABSOLUTO RSRS. TENHO UM AMIGO QUE REFUTA TAL IDEIA ALEGANDO MAIS OU MENOS NO MODUS OPERANDI SHAKESPERIANO “ HA MAIS MISTERIOS ENTRE O CÈU E A TERRA, DO QUE A NOSSA VÃ FILOSOFIA “.NO ENTANTO ESTE AMIGO PREFERE GOETHE À SHAKESPEARE. ALEM DISSO, EMBORA ABOMINE A IDEIA DA TOCHA DO CONHECIMENTO ABSOLUTO DE UMBERTO ECOANDO MIDIAS, SEMPRE RECORRE AO GOOGLE E ATÈ CHAMA A ESTE DE ORÀCULO RSRS. AH, ENTRE TANTAS CONEXOES DESCONEXAS, EU PROCURO UMA SAIDA E NAO A ENCONTRO.AO LONGE VEJO UM POETA OBSTRUINDO A PASSAGEM NA PORTA DE UMA CASA NO CIMO DE UM OUTEIRO, FAZENDO SE DE BURRO SÒ PRA SER INTELIGENTE:
“NÃO BASTA ABRIR A JANELA PARA VER OS CAMPOS E O RIO.
NÃO È BASTANTE NÃO SER CEGO PARA VER AS ÀRVORES E AS FLORES.
È PRECISO TAMBÈM NÃO TER FILOSOFIA NENHUMA.
COM FILOSOFIA NÃO HÀ ARVORES: HÀ IDÈIAS APENAS.
HÀ SÒ CADA UM DE NÒS, COMO UMA CAVE. HÀ SÒ UMA JANELA FECHADA,
E TODO O MUNDO LÀ FORA;
E UM SONHO QUE SE PODERIA VER SE A JANELA SE ABRISSE
QUE NUNCA È O QUE SE VÊ QUANDO SE ABRE A JANELA.”
PG.130, FERNANDO PESSOA, OBRA POETICA II, POEMAS DE ALBERTO CAEIRO.



terça-feira, 16 de novembro de 2010


a.supertramp

Andava eu vasculhando em um mote de papel atulhado pra ver se encontrava certo texto de um personagem despreendido das coisas ,um misantropo dos pes a cabeça, exatamente um ermitao que criei com lapis e papel.o tal personagem nao tinha pes nem cabeça,mas tinha semelhanças com outros personagens do ideario anarquico, um pouco do dr. Stockmann de Ibsen aqui, uma mistura de filho de Kurt Cobain com alguma mendiga sem documentos na sacola acola,mais um bocado de desaparecimento como vontade, hipoteticos pes e cabeça de Alexander Supertramp, inteligencia de Kaspar Hauser no confinamento com pao e agua.Pra seu total enquadramento:um personagem sem pes nem cabeça, mas de muitas ideias de negaçao. Pra melhor compreensao do seu desdito destino:ele tinha uma soh vontade, de sumiço repentino.Por fim o texto sumiu.Nao encontrei o tal texto em parte alguma.Pensando bem, porque ando eu a perder a cabeça porque perdi o texto de um personagem que sequer tinha pes e cabeça? Deve ser pelo fato de eu ter pes e cabeça e querer dinamizar a impossibilidade de um dia eu vir a ter tal força de vontade de negaçao tal qual no imaginario.Se por força do destino se deu que o texto do personagem ermitao se perdesse pra sempre , isto se deve tao somente a originalidade e da força motriz deste personagem ermitao, que por perola de ostracismo preferiu desaparecer do mote amarelado de papel atulhado.E assim achei melhor que tenha se dado.


a psicologa dele disse que seus escritos nao passam de viagens, eu concordo em genero, numero e grau. Ele afirma que vai parar de escrever, ou melhor, viajar, e, assim como ela tornar-se-a um critico literario. O ceu dele ficou cinza , bem nublado, cabruuuummm,

pretende ele agora ser critico como Harold Bloom.


h.bloom

terça-feira, 2 de novembro de 2010

NESTE DIA DE FINALADOS, UM SALVE ESPECIAL PRO MEU AVO TIAO, PRA MINHA BISAVO DINDINHA, PRO JUN SEBA E PRO EYEDEA.







segunda-feira, 1 de novembro de 2010


31 de outubruto de 2010, sao paulo.
Dias de feira .sao os legitimos fregueses aqueles que chegam bem cedo, nao eh? Depois disso eles vao se tornando ilegitimos conforme os pregoes dos feirantes vao se desgastando e as frutas , legumes , verduras e peixes vao perdendo a cor, o frescor que a aurora lhes conferia nas primeiras horas da manha, dai tudo na feira vai se tornando viscoso, coisas passadas,pisadas, murchas e resta uma sujeirada toda.

Primeiro as as primeiras coisas: A cerraçao da manha bucolica que toda leguminosidade traz pras ruas da feira da cidade, ve se esfumaçando na primeira mordida da ponta do pasteis dos jovens que retornam de uma noite altamente alcolica. Certa vez encontrei uma ex namorada, eram umas seis horas da manha e ela estava comendo pastel e tomando cafeh , o que pelos olhos de ressaca (nao da Capitu do machado de assis, mas de pinga pitu mesmo)classifiquei que ela pernoitara num bar. Hoje, acordei ao som de franz ferdinand,aqui em sao paulo. Cheio de um entusiasmo historico como se eu fosse o proprio arquiduque francisco fernando antes do atentado de 28 de junho de 1914,eu logrei ir pra feira logo pelas primeiras horas da manha.de fato, fui.preenchi me dum entusiasmo inedito e indizivel de tentar viver o melhor dia da minha vida. Isto eh logico e passivel de otimismo barato: o ontem se foi, o amanha ainda nao existe, portanto o dia de hoje eh o dia mais importante da minha vida, soh ele me pertence e soh eu pertenço a ele. e assim concordei. Fui como um legitimo fregues de inicio de feira, pechinchei, apalpei, cheirei e encerrei comendo um pastel de cerraçao. Ja agora num fim de tarde,a sensaçao eh tao outra, a extrema oposta sensaçao daquela sensaçao matinal que impelia impetuosamente a minha simpatia pela vida , se foi.agora vem aquele crepusculo que caia como extrema unçao na vila rica de Bilac, que extrema insatisfaçao crepuscular. eu morador unico de minha existencia em vila pobre, afeito aos efeitos de prozacs que prozeiam ªas avessas aos sonhos dourados da realidade parnasiana, sinto a indisposiçao vazia da cidade de sao paulo,e uma vontade de escapolir feito um crustaceo da minha ilha de nada. Pela manha me sentia um principe, um arquiduque,agora durante a tarde me sinto um mendigo,e isto tudo eh pra que eu contribua com minhas esmolas arrecadadas de sensaçoes pra fins altruistas da construçao da minha literatura...eu sempre gostei de sao paulo, mas me vejo tao outro daquele que gostava da cidade de sao paulo. DR.Johnson diz que o homem que se cansa de Londres esta cansado da vida, sei que cansar da vida em sao paulo, em londres ou em londrina eh muito facil,,,mas vai la acordar pensando em ter o melhor dos dias e termina-lo... De todos os teoremas, poemas, sabores e teores o teor profano da desilusao eh o que mais me agrada dentro da literatuta. A musica preenhe o comodo e no meu incomodo se acomoda uma musica, eburnea, espectral de uma tristeza indefinida.e nisto eu torno-me participie da minha condiçao humana. Os parentes sairam todos,estou soh.
Analiso:Fui na feira pela manha, fazia tempo que nao ia em feira e mais de quarenta dias que nao comia uma fruta fresca ,comprei laranjas, pessegos,laranjas, maças e poncans,comprei mais um tantico de pessimismo e o outro tantico de otimismo, ao que na balança, ao gosto do fregues, o feirante que sequer me conhecia , fez que pesasse mais o pessimismo.-do jeito que o senhor gosta, patrao.
amiude eu trago otimismo pra casa, mas sempre a sacola vem furada ou eu distribuo em sorrisos amarelos para gente branca, negra e amarela que me cumprimenta pelo caminho...
O bom eh estar soh. quao admiraveis sao suas moradas SOLIDAO.Divido lhes os gomos das frutas citricas que trouxe da feira, e de cara azeda lhe sirvo nesta tigela de conclusao: OS SENTIMENTOS MAIS SEM FUNDAMENTOS, SAO EM SI, OS CAUSADORES DE NOSSOS MAIORES
A
F
U
N
D
A
M
E
N
T
O
S
ESTE EH O SPLEEN, O IDEAL, QUE LHES APONTO EM DESAPONTAMENTOS. O ponteiro indica o instante eterno do meu pesar no dobre dos sinos de alguma capela, e aqui deixo lavrado os mais lugubres sentimentos: aos martires, aos santos,as vitimas TODAS das zonas de guerra do mundo todo, aos injustiçados, viciados da noite, orfas e viuvas, estropiados e remendados dos centros urbanos,CATADORES DE FIM DE FEIRA, voces nao passam de infindaveis justificativas para o meu tedio vitaL. OBRIGADO DEUS PELO OCIO E A SOLIDAO DESTA TARDE.. .

segunda-feira, 6 de setembro de 2010



Eu vou lavar a louça com lagrimas, pois sei que vc nunca mais voltara pra casa, eu nao vou precisar colocar sua refeiçao, `´iºll dont fix your meal**pois sei que vc nunca mais voltara pra casa.alguns baloes começam subir pro ceu mais longincuo , ceu este que nao tem qualquer conotaçao com as promessas celestiais, mas sim, a distancia longincua de um ceu que nao se extingue, mas extingue tudo o que nele sobe como se fosse um abismo as avessas.baloes sobem pro ceu indefinido,subam baloes, embaralhem as letras, decomponha o que havia de composto...quando os baloes estavam ca conosco, e ainda tinhamos cacos nossos, eles eram coloridos e se alinhados de uma maneira correta, se lia ESPERANÇA, sendo que cada balao de diferente cor continha em si uma letra que compunha tal palavra: ESPERANÇA.E agora o que fazer? Deixar de olhar pro ceu, navegar adiante,mesmo que eu esteja em alto mar, distante de qualquer ilha, ainda assim estou repleto de mim mesmo, e dentro de mim mesmo estou seco numa ilha de nada.ao menos estou em busca de um LOCUS AMOENUS.NAVEGAR EH PRECISO.

quinta-feira, 8 de julho de 2010






Aonde a miséria existe, subsiste um contentamento vísceral e pleno. Um ardor e uma paixão voraz que substitui o grito pelo riso, quando não as lágrimas por gargalhadas.Isto é fatídico e lúdico.

Primeiro eu acerquei-me de toda minha limitação, depois despojei-me das minhas mais intrínsecas mentiras vitais,em seguida revesti-me da minha miserabilidade mais miserável, rejeitei o prato de arroz com feijão mais o vinagrete e o rocambole de carne e queijo do almoço. Esvaziei-me por completo das minhas ilusões de indulto, de minhas ânsias ultrajantes e dos meus trajes também. Voltei-me pro Haiti, bebi aguardente com velhos negros e todos eles eram Toussaint Louverture e todos os dias eram o primeiro de janeiro de 1804 e em todas as festas se praticavam rituais onde o sangue de animais respingava nas faces e os sorrisos se delineavam nas bocas das caras dos olhos que viam as negras dançando descalças. Ah, que bom era comer bolacha de barro, revirar escombros e ter um sentido pra vida: o da miséria irrevogável! Ainda assim eu teria um contentamento estomacal, mesmo de estomago vazio. Pudesse eu com os pés no mar do Caribe recitar em Crioulo, não neste francês batido e barato dos livros lidos no original:
" Elle est retrouvée!
Quoi? L' éternité.
C´est la mar mêlée
Au soleil..." Rimbaud
Agora eu estou de volta, numa meia megalópole, agora só me resta uma borboleta seca, com asas negras de tons azuis e vermelho.Me resta a razão de um ocidental, a razão como a auto-compreensão dissecada pela conclusão: SOU UMA COISA!. Me resta ainda a RAZÃO, VIVA! ME RESTA A RAZÃO! A RAZÃO DE UM OCIENTAL ANTROPÓFAGO CULTURAL DAS COISAS VINDAS DE EUROPA E SOBRETUDO AINDA ME RESTA A DESEPERANÇA ABSOLUTA DE DE TER A BARRIGA CHEIA E A ALMA VAZIA.

OBRIGADO JESUIS!

segunda-feira, 5 de julho de 2010



Ele tinha uma boina pôr sobre a peruca e um pássaro por baixo dela.Um cuco que vivia em sua cuca bem quentinho na peruca.Ele como a grande parte da humanidade, tinha pulga atrás da orelha também.Nas tardes ensolaradas dos dias de verão, a peruca do nosso valoroso varão mais se parecia com um ninho de guaxinim, nesses dias o pássaro sentia calor e ficava suado pôr baixo das asinhas. Ele sempre fôra desde a mocidade até os dias atuais, do sol poênte ao crepúsculo, na cidade ou na província, de sapatos ou sandálias,ele nunca deixara de ser, do nascimento ao falecimento:VENDEDOR AMBULANTE DE FRUTAS E VERDURAS. Tinha um vício, o da Pespsi-cola e suspiros doces. Gostava de lábios carnudos, vermelhos, moles e molhados em rostos rudes de tez negra dessas mulheres que nunca se enrubesciam.Ele nunca se constrangera,era destemido e pensava que apenas moços frescos e fracos, os janotas, se envergonhavam de certas coisas. Apenas estrangeiros em tudo se apalermavam com sensações de estranhamento diante das coisas pequenas e grandes, cotidianas e extraordinárias. Ele estava preparado para morte desde que nasceu. Ele bebia nas zonas baixas do centro, nos antros perto daquela antiga repartição pública . Gostava de putas e também das juke box. Tinha paixões,tinha time de coração e este nem preciso informar,mas praticamente em toda a gama de paixões que ardiam em seu peito, sequer havia uma paixão por algo impossível, irrealizável.Ele era simples e de paixões mundanas, e quando satisfazia alguma dessas paixões não padecia de dores de consciência, de culpas metafísicas, dessa formação judaica cristã no pensamento de um ocidental.Ele não sabia o que era oriente, tampouco ocidente,desconhecia tribulações de consciência e de razão " a la " Raskolhnikóv. As paixões mundanas preenchem as almas mundanas, e " Se Deus não existe, tudo é permitido" mas ele se permitia ao menos a respeitar portas de igreja, pastores, padres, frades, ícones de santos e acessórios da casa de candomblé.Não sabia se persignar e isso de religião pra ele era assunto grego. Ele era um homem que se dizia criado com papas do destino sem tempos de pratos e guardanapos. O vazio na vida dele era tão somente a ausência de freguesas, o silêncio do mundo interior, o vácuo de vento no bolso sem argumentos mercantis e as ruas desertas das madrugadas silentes em que voltava a pé pra pensão paupérrima. Dentre os mistérios místicos e científicos, o que mais o inquietava era não entender porque os cães das casas da vizinhança latiam pros homens sem medo dos homens.E os cães convencionais da vizinhança eram em sua maior parte menores que a altura dos joelhos dos homens. Ele não conhecia os cães São Bernardo.Ele não assistia televisão senão na copa do mundo, de quatro em quatro anos. Anuía e ria com as pilhérias dos locutores dos programas musicais no seu rádio de pilhas.Não sabia o que era neve porque no rádio só ouvia músicas regionais. Não sabia o que era neve porque não sabia ler, e se houvesse uma foto de neve com a legenda caracterizando:Neve, ele nem desconfiaria, pois pra ele uma foto de neve era apenas uma foto de gelo. Bebia aguardente, ficava amolecido, mas jamais conheceu o torpor dos psicotrópicos, do haxixe, dos liscérgicos, dos barbitúricos, jamais conhecera o extâse de rituais religiosos e de cultos racionais, mas gostava do mano Brown dos Racionais mcs. A mim me inquieta há dias o repentino sumiço de tal figura citadina. Por onde anda o vendedor ambulante de frutas e verduras? Morrera? Será que estuda biologia, isolado em seu quarto, á meia-luz de vela bruxuleante, será que já descobriu que a glicose e a frutose são chamados de hexose porque apresentam seis átomos de carbono na estrutura de suas moléculas? Será que morreu e o enterraram à sete palmos abaixo do chão que piso , enterrado tal qual uma mandioca? Se ele morreu e foi pro céu, creio que não deixará de ser um vendedor ambulante de frutas e verduras, creio bem que pouco que ele se tornaria um vendedor ambulante de algodão doce de Cumulus-Nimbus. Ele nasceu pra ser vendedor ambulantes de frutas e verduras a ponto tal, que as próprias frutas e verduras nasciam pra serem vendidas pelo vendedor ambulante. Imagino que ele,agora bem morto e celeste, vende ACÉUROLAS,AMÉMXAS,AMORÁGAPE,AVÉULÃS DE CORDEIRO QUE RASGOU O VÉU, CAJÁS DO CAJADO DE MOISÉS QUE SINGROU SANGRANDO O MAR VERMELHO DAS BETERRABAS. Posso até vê-lo apregoando: "TÊM CÉUREJAS, TÊM LARANJAS PRA ANJOS E ANJAS...NÃO, NÃO,NÃO TENHO O FRUTO PROIBIDO DO ÉDEN PERDIDO, MAS TÊM MACADÂMIAS DA ANTIGA MACEDÔNIA, TÊM CÉUNOURAS, ACÉUGAS, ALFACÉUS, CÉUBOLAS, COUVE-LOUVE-FLORES QUE BROTAM DA ABÓBADA CELESTE DONDE TAMBÉM BROTAM AS ABÓBORAS DIVINAS.TÊM FIGOS E TÂMARAS BEM DOCINHAS, QUER LEVAR UMA DÚZIA PRA JESUS, GABRIEL?...HOJE TÊM DIVINOS PEPINOS SERES CELESTIAIS" e no pedido de pimenta de cheiro de um anjo, eis que o nosso celestial vendedor ambulante de frutas e verduras responde de maneira seca e ríspida, um tanto que hostil:" Ô REBELADO, PIMENTA DE CHEIRO É SÓ NO INFERNO, E COM MUITO ENXOFRE!"

segunda-feira, 21 de junho de 2010







Do passeio revitalizado do centro da cidade, percorrendo até às zonas baixas do antigo centro, lá pelas bandas dos antros, prostíbulos, pensionatos e hotéis lúgubres cheios de enganadores. Das coquetes e dos rapazes empertigados em roupas de moda vigente e vulgar do centro iluminado até os transeuntes viciados, pederastas travestidos e traficantes de má catadura das zonas baixas. O fato desta constatação de impressão insólita e plausível acerca do contraste do alto centro das vitrines ás zonas baixas e vampirescas, tem como pedra de toque um mini e despretensioso tratado das luzes,ou ainda, da escuridão.Essa mesma luz alva, inventada pelo próprio Thomas Alva Edison que sob o aspecto da escuridão humana não vai muito além de um experimento científico um tanto aprimorado daqueles desenhos rúpestres de bichos e astros celestes que os homens pré-históricos desenhavam nas paredes das cavernas. Digo isso não pelo descaso com a invenção de Edison, digo isso pela absoluta proporção dos espaços lúgubres e tenebrosos da cidade onde ainda predomina, sobretudo nos mais fracos, o mesmo "medo ancestral"que nos toma ao sair da caverna, da taverna,de casa e que nos impele a caminhar temerosos ao lado de certas feições urbanas, ter de passar por...ter de caminhar por...dentro deste espetáculo urbano sombrio e sem brio de certas ruas necessárias ao caminho de nossas casas. Hoje experimentei percorrer estas duas zonas centrais com um livro na mão,desses livros de bolso que desde adolescente leio andando pelas ruas.O que recolhi de minha experiência foi que quanto mais se distancia do centro das alamedas de galerias, desses nossos “boulevards” e nos aproximamos das zonas periféricas deste mesmo centro de apenas quatro quarteirões abaixo , mais a luz vai se escasseando. As luzes noturnas da leitura possível brevemente vão se extinguindo, sim,uma porção física de trevas da má iluminação vão envolvendo as páginas e os olhos vão se esforçando cada vez mais,isto desde que você continue tentando ler enquanto vai descendo e descendo em rumo à essas zonas “vampirescas”. É importante notar que da idiossincrasia de minhas impressões inválidas desta expedição noturna em que proponho tecer uma geografia humanizada do centro da minha cidade, tão somente de minha idiossincrasia,eu percebi que nas zonas baixas o Verão é efêmero como um instante de suor,embriaguez, gozo, torpor e apoplexia.Já o Inverno ali se dá sempre, perenemente: Inverno.Ali se nota uma ousadia humana de ser humano sem ao menos se aperceber: Humano.Falta estilo e bons hábitos a essas pessoas despidas das partes baixas e sobra roupas, ornamentos , acessórios e maquilagens às pessoas da parte iluminada. O centro iluminado é sempre vazio, um deserto de luzes nocturnas.Mas ,hoje eu também procurei observar as casas dos arredores do centro de minha cidade. Em dezesseis passos contados por cada casa de cada quarteirão da vizinhança, eu me esforcei por tentar entender o que se passa nesta profusão de edificações de pisos, tijolos, paredes e almas, mas tudo é tão silente, recluso e privado dentro dessas propriedades...e concordo que assim é que deve ser...mas sem esforço, imaginei as mesas de jantar, as toalhas engorduradas das mesmas mesas de jantar,os televisores e os sofás, as camas de casal, o canto dos brinquedos, a cadeira de balanço, o casal antigo, os netos e bisnetos, a cozinha conjugada, os conjugues divorciados de alma,o canto dos ícones, a despensa de mantimentos,os pássaros engaiolados, a ração e os víveres, a leiteira, os copos,mas tudo isso estava tão envolto no mistério doméstico de também haver vidas além da minha própria vida, tão protegido pelos cães nos quintais que eu percebi como um latido bem forte no ouvido que a melhor coisa disso tudo é tudo isso ser irrevogavelmente assim,protegido, envolto, encapsulado.Estou protegido? envolto em segurança? Encapsulado? Sempre suspeitei que os ares noturnos e a brisa da madrugada é fresca e melíflua, é boa tanto pra saúde física quanto pra disposição afável da alma, mas o quão da matemática das probabilidades imensa do número de casos possíveis multiplicada pelo número de casos (des)favoráveis não me impele ao resultado temerário e alarmista, mas real, de que posso ser eu esfaqueado alheatoriamente por um mendigo ou vagabundo decrépito da minha vizinhança, como por exemplo Beckett esfaqueado sem motivo algum pelo andarilho das ruas de Montparnasse?...
Vampiros existem e eles estão na vizinhança.


quinta-feira, 17 de junho de 2010





Logo nas primeiras horas da manhã, uma explosão sensitiva de aromas e fragrâncias. Na mão um buquê de sabonete num mesmo jardim de banho cotidiano. Afora a sensação de estar sempre no mesmo jardim esfumaçado, um novo creme dental de menta americana de defronte ao espelho faz me refletir em um Francis Scott Fitzgerald com uma certeza de que Suave é a noite e Suave a manhã também. Acordo sempre nas últimas horas matinais. Meu desodorante tem um toque de chocolate, a chávena esfumaça um cheiro também do chocolate pro meu deleite. Na escrivaninha que carrego pra fora pra perto do jardim, ocupo meu lugar ao sol. Ao sol de Camus,ao sol dos comuns. A sensação macia e bucólica da primeira impressão viva do gato que come flores e ervas pra curar alguma dor de barriga. O gato roça por minhas pernas, serpenteia,o tépido calor do colar de fogo celeste faz-me pensar na energia vital que tanto me falta em momentos de TAEDIUM VITAE, e tanto sobra ao sol, que faz coisas mais importante que pensar no que verdadeiramente é importante.” É estranho pensar que freqüento e existo num ambiente de bom odor enquanto no mundo há uma quantidade infinita de lixões, cadáveres túmidos em decomposição, fossas, esgotos a céu aberto, feras e maníacos ao invés de gatos que buscam a cura comendo erva. Uma constatação matinal como o aprendizado da matemática para os meninos do período matutino: O MUNDO É SUJO E LIMPO. DESÉRTICO E HABITADO. O MUNDO É INÓSPITO E HABITADO. O MUNDO É FÉTIDO E DE BOM CHEIRO.”O MUNDO DO FELIZ É UM MUNDO DIFERENTE DO MUNDO DO INFELIZ...”Wittgenstein. E é possível também que no mundo se esteja sujo após um banho bem tomado, ainda mais, é possível também que se esteja limpo e alvo como a neve e o pelo do gato escovado, mesmo se estando sujo e estropiado”. Essas conclusões tirou ele a partir do banho, do ar matinal, do pelo macio do gato e da leitura às 11:00 da Ética de Wittgenstein, a partir do Tractatus.”É certo também que quando se lê sob a forte luz do sol, a vista fica embaçada durante alguns instantes quando do sol se sai.Assim também se dá metafóricamente e filosóficamente quando se lê o Belo das letras luzes e se sai desavisadamente para defronte da televisão, das situações cotidianas, das filas das repartições públicas, da viagem cotidiana pela desventura vulgar do comum e usual, de tudo o que não é Literatura e Arte, de tudo o que é ordinariamente regido pela convenção cega das regras humanas.Ah, as ruas, a vida, as avenidas, o campo, os cachos de banana banal, o prolixo que prolifera até quando vai pro lixo. O sangue, as comunas, a ignorância que sempre será o oráculo de nosso tempo, dos tempos idos e dos tempos que hão de vir.O declínio do Império, AS INVASÕES BÁRBARAS!


quarta-feira, 2 de junho de 2010




O VIZINHO TEM UM CÃO QUE SEMPRE ME ENTRETÊM NAS PRIMEIRAS HORAS DO DIA. DIR-SE-IA QUE DURANTE TODAS AS MANHÃS EU E O CÃO ENTABULAMOS UM DIÁLOGO MUDO, MAS DE MÚTUA COMPREENSÃO.O VIZINHO É HUMANO E TEM O DOM DESDITOSO DA CONVERSA MOLE DE JUDEUZINHO COMERCIANTE.HOJE, LOGO PELA MANHÃ O VIZINHO CHUTOU O CÃO COM VIOLÊNCIA.
O FATO DE O VIZINHO BATER NO CÃO É UM PROBLEMA DOMÉSTICO DELES DOIS. O FATO DE EU ENTABULAR CONVERSAS MUDAS COM O CÃO É UMA SOLUÇÃO PRA MINHA HUMANIDADE PATOLÓGICA DE SENTIR EXACERBADAMENTE TUDO O QUE HÁ NO MUNDO,DOS HOMENS ÀS ERVAS,DOS CÃES ÀS PULGAS...NO MUNDO HÁ UMA GAMA INFINITA DE POSSIBILIDADES, PROBLEMAS,SISTEMAS COMPLEXOS, CATASTRÓFES SOCIAIS E NATURAIS,PORTANTO, NÃO VOU CONTESTAR NEM FORMAR UMA OPINIÃO A RESPEITO DOS MÉTODOS QUE O VIZINHO USA PRA FAZER COM QUE O CÃO NÃO SAIA PRA FORA DO PORTÃO.O FATO DE EU ESCREVER O QUE VIVO NA RODA DOS COMUNS, DA QUAL SOU MAIS UMA SOMBRA, PREVÊ DOIS ASPECTOS: UM ÔNUS E UM BÔNUS.UM ÔNUS: O CÃO, O VIZINHO, A VIZINHANÇA E O MUNDO NÃO PRECISA ABSOLUTAMENTE DE NENHUM TOSTÃO DE IMPRESSÕES ESCRITAS DE MINHA PARTE. UM BÔNUS:CREIO QUE TUDO O QUE OBSERVO E ESCREVO,TUDO O QUE VEJO E ENCAMINHO PARA O TRIÂNGULO DE QUATRO ÂNGULOS DA MINHA IMAGINAÇÃO,VEM CONTRATUALMENTE ADEQUADA COM UMA IRRESPONSABILIDADE, UMA IRREVERÊNCIA, UMA LIBERDADE DE INTERPRETAÇÃO MUITO ASSEGURADA.É POSSÍVEL QUE SE COMPREENDA O MUNDO DE DUA MANEIRAS, UMA É DE UMA FORMA DALTÔNICA ONDE A POESIA E ARTE SE FAZ DESNECESSÁRIA. A OUTRA VEM A SER UMA MANEIRA TÉPIDA E MULTICOLORIDA DE REPRESENTAR O MUNDO E UMA TERCEIRA MANEIRA É A MANEIRA COMO VOCÊ CONCEBE O MUNDO EM SUA INDIVIDUALIDADE INTOCÁVEL,EM SUA "FORMA DE VIDA".
NO MAIS EU SÓ ESCREVO.Tudo se resume numa maneira de escrever em que quem se arrisca passa por uma explosão de cafeína momentânea, ou até mesmo,uma descompensação da cafeína e da energia mais básica de se locomover, sentar, deitar, pensar e ter certeza:ESSAS SÃO AS HORAS DO TORPOR.ESCREVER EM MIM É “DINAMIZAR O TÉDIO” E ENTEDIAR O LEITOR QUERIDO.A INTENÇÃO MAIS BÁSICA destes escritos passam pela mesma preguiça com que a atendente da mercearia usa a calculadora pra fazer cálculos simples, esta preguiça OBJETIVA QUE COMIGO se dá em níveis filosóficos ,ESTA MESMISSIMA PREGUIÇA OBJETIVA QUE AS VEZES ME IMPEDE (INIBE NA REALIDADE) de viver simplesmente. venho por meios de METÁFORAS CONFUSAS tentar validar o que é vida EM um aglomero de dúvidas.O que é ética? Beleza? Liberdade? Certeza? Criação literária? O que é isto, aquilo, este texto, esta intenção? Sou prenha de dúvidas, dou luz às incertezas, ao vago, a imprecisão, e nisto tudo vejo que algo ainda me consola: o fato exclusivo de minha ferramenta mais imprescindível ser o vago, o suscetível, o elemento que tanto pode ser o filho querido ou o órfão perdido.
“Ele estava sendo impelido rumo à vida como o disco estéril da Lua.

A tua palidez, Lua, será cansaço
De vogar tanto e tanto, a contemplar a Terra,
Sabendo que um de nós pode ser teu regaço?

Repetia para si mesmo as estrofes do fragmento de Shelley. A coaptação de sua triste ineficiência humana aos vastos ciclos da atividade sideral, esfriava-o. Tinha de esquecer a sua própria situação, que sendo humana, era, no entanto, ineficaz.” - Joyce

MINHA INEFICIÊNCIA HUMANA DE SENTIR PASSA POR MINHAS SENSAÇÕES E ACABA SE LIMITANDO EM LETRAS DO ALFABETO DA LINGUAGEM: M-I-N-H-A I-N-E-F-I-C-I-Ê-N-C-I-A D-E S-E-N-T-I-R C-O-M-O U-M S-E-R H-U-M-A-N-O E P-E-N-S-A-N-T-E Q-U-E F-A-Z U-S-O D-A L-I-N-G-U-A-G-E-M PRA VOS MOSTRAR QUE MAIS DO QUE SENTIR MINHA MISERABILIDADE HUMANA, FAÇO USO DAS PALAVRAS ... SE NÃO VENHO, NÃO VEJO E NÃO VENÇO...SE COM ISSO CONVENÇO,ADOEÇO OU CONVALESÇO...
Eu pontuo muito e pondero sempre que possível, a minha personalidade se constrói através de uma busca incessante pela linguagem lógica ou romântica para que no fim de todos os intentos, eu torne a negar o meu próprio conceito de imagem, não bem a negação em si do monóculo que define o conceito de imagem, mas das próprias vistas em baixo do monóculo, ou melhor, em mim. O meu único propósito ÉTER proposições, proposições no termo mais limitado e inativo da própria proposição.” A verdadeira descoberta é a que me torna capaz de romper com o filosofar, quando quiser...creio que há uma verdade quando penso que,de fato meu pensamento é apenas reprodutivo. Creio que nunca descobri um movimento intelectual,mas que me foi sempre dado por alguém. A única coisa que fiz foi aprende-lo de imediato,apaixonadamente,para o meu próprio trabalho de esclarecimento...” - Wittgenstein



O OBJETIVO DA FILOSOFIA PRA WITTGENSTEIN É MOSTRAR À MOSCA A SAÍDA DO VIDRO

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Skateistan from POP Magazine on Vimeo.



skate no afeganistão?
da invenção da roda à evolução humana através do skate.
video muito bom que xupinsquei do meu parceiro rafael barriga.
http://reajalab.blogspot.com/

domingo, 23 de maio de 2010

então, ontem foi uma noite CABLElosa. o dente quebrou na balada, O mandi me deu um peteleco no pescoço ardido, fiquei bebado e entrei na conversa dos outros.um casal conversava sobre a trilogia do poderoso chefão, ele dizia que a mulher de Constanza dizia:"don't forgive cannoli!", EU GRITEI : CLEMENZAAAAAAAA. a mulher do CLEMENZAA. CLEMENZAAA. Sempre quando estou em apuros clamo por Clemenza, como se eu tivesse de recorrer a um santo da santa igreja católica, eu simplesmente espero por CLEMENZA, como se eu tivesse de pedir arrego ao chapolin Colorado, eu clamo por Clemenza.ASSIM PREFIRO. INOY VC não é Clemenza, Clemenza devia ser canonizadO, Cannollizado hehe.“Leave the gun. Take the cannoli".



mais tarde voltamos a nos encontrar, eu mais o casal de afilhados do Don.Ela me disse que quase chorou quando Sonny morre , mas eh muito CAMARGUISTICO a violenta morte do Santino.Prefiri as mortes naturais dos Don Brando e Don Pacino.



MAIS TARDE, DOIS youngs conversavam sobre Literatura, interrompi. perguntei acerca de James Joyce, Kafka, Proust, Beckett e eles disseram que isto não está no mercado kkkkkkkkkkkkkkkkk .como se A LITERATURA FOSSE UMA IMENSA FEIRA DE AVENIDA, EU RESPONDI:
-GRAÇAS A DEUS NÃO ESTA NO MERCADO! EU PREFIRO FICAR COM AS FRUTAS "PRODRES", OBRIGADO. E NISTO DE EU DIZER "PRODRE"AO INVÉS DE PODRE, FOI UMA MANEIRISMO JOYCEANO DE FAZER TROCADELHOS. TUDO EM PROL DA APATOESE DAS LETRAS!
RIMOS.
EU OLHEI PARA O ESPELHO DO BANHEIRO E CONVERSEI COM O CARA QUE ESTAVA DEFRONTE DELE DURANTE UNS TRES MINUTOS, QUANDO FUI ME APERCEBER: ERA EU MESMO!
no final da noite, pastel com frio na barriga. Pimenta quente na boca que arde e ta sem um pedacinho do dente.VINICIUS TA PRODUZINDO UMA BASE,NAO SEI O SAMPLE QUE TA USANDO.MAS TA CHILLI.é com sample indiano ele me disse.tamo terminando de baixar o give my money chico, da lrg, e já era "é nooooóóiz". valeu cadaLLÇO!




'ESSSSTEEEE EH MEU ...



,,,

...


PARK!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

xujis-mundo

ihhh, pósta pro blog, responder msn, tomar banho, ler, cagar ou ouvir porticheddar parecendo massive?já sei: ME ESMERAR PARA PARECER O FIUK FUCKER SHIT SUCKER ou o LUAN SANTANA! la em casa nunca tivemos um santana!nem cd nem do carro. na época meu pai preferia os ford royale. o ageu me disse que eu sou terrível, mas terrível é o rei, e o rei não gosta de marrom glacê, o que me fez lembrar que "se eu ti disser que o que eu disse eu copiei, q q tem?". dá pra pósta no blog, responder msn, ler cagando e ouvindo porticheddar que parece massive. mas nem tudo ao mesmo tempo, quase ao mesmo tempo, depois que voltar do banho...25 minutos depois: POSTEI depois de bostar.




by daltinho cadarção:

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Adeus Sephanephoros Dedalous! Dedalus!Bous Stephanoumenos


James Stephens, James Joyce e John Sullivan
Three irish beauties





"...VIVER, ERRAR, CAIR, TRIUNFAR, RECRIAR A VIDA PARA ALÉM DA VIDA! UM ANJO SELVAGEM LHE TINHA APARECIDO, O ANJO DA MOCIDADE E DA BELEZA MORTAL, UM MENSAGEIRO DAS CÔRTES ESPLÊNDIDAS DA VIDA, PARA ESCANCARAR DIANTE DÊLE, NUM INSTANTE DE DESLUMBRAMENTO, OS PORTÕES DE TODOS OS CAMINHOS DO ERRO E DA GLÓRIA. SEGUIR, SEGUIR, SEMPRE PARA DIANTE, PARA DIANTE!" PG.161, O RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM, JAMES JOYCE.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

“-Aconteceu-me uma coisa,Stevie, no último outono, já ao vir do inverno, e nunca contei a uma alma viva.Tu és, agora, a primeira pessoa a quem eu estou contando. Não me lembro bem se foi em outubro, ou em novembro. Foi em outubro, visto que se passou antes de minha chegada aqui para me matricular...Ora bem, comecei a andar, e já a noite vinha vindo quando cheguei às colinas de Ballyhoura, o que significa mais de 10 milhas adiante de Kilmallock. E ainda tinha uma comprida estrada solitária, depois disso.Não se via sinal duma só casa de cristão ao longo da estrada e, de barulho, nem um pio.Estava escuro que nem breu. Uma ou duas vezes, parei sob o arvoredo para reacender o meu cachimbo; e se não fosse o orvalho, que era abundante, eu me teria estirado ali mesmo e dormido.
“Até que por fim, depois dum estirão de estrada,lobriguei uma cabanazinha com uma luz na janela. Desviei-me para lá e bati na porta. Uma voz perguntou quem era e eu respondi que tinha ido
à partida em Buttevant e estava vindo de volta e que ficaria muito grato se obtivesse um copo d´água.Não demorou muito, uma mulher ainda moça abriu a porta trazendo-me uma enorme caneca de leite.Estava meio despida, como se estivesse para se deitar na hora em que bati; tinha os cabelos caídos, e pensei comigo ante aquele rosto e certa expressão dos seus olhos que devia trazer um filho, entendes? Prendeu-me ali na porta a conversar algum tempo e eu achei aquilo extravagante, visto como os seus ombros e o seu peito estavam descobertos. Perguntou-me se eu estava cansado e se gostaria de passar a noite ali. Disse-me que estava inteiramente sozinha na casa e que o marido tinha ido aquela manhã para Queenstown a acompanhar a irmã.E todo o tempo em que esteve a falar, Stevie, tinha os olhos fixos na minha cara! E estava tão perto de mim que eu podia ouvir a sua respiração.Quando lhe devolvi o canecão, acabou por segurar a minha mão, puxando-me para a soleira, e disse assim: “ENTRE E PASSE A NOITE AQUI. NÃO TEM MOTIVO PARA FICAR ASSUSTADO. NÃO TEM NINGUÉM, A NÃO SER NÓS...”POIS EU, STEVIE, NÃO ENTREI . AGRADECI-LHE E PROSSEGUI, DE NOVO, O MEU CAMINHO, TODO EM FEBRE. NA PRIMEIRA CURVA DO CAMINHO OLHEI PARA TRÁS E LÁ ESTAVA ELA AINDA À PORTA.”

RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM, JAMES JOYCE. PG.:171 E 172



“O Humbertinho não tem super-ego, ele é um psicopata em potencial!” Marco Gobato

Aconteceu-me uma coisa há uns anos atrás,ACONTECEU-ME VÁRIAS COISAS HÁ ALGUNS ANOS ATRÁS, mas este fato que me permito narrar, pela talvez ausência de um super-ego (conforme afirmam), veio a ser matizada pela semelhança com um trecho do livro O retrato do artista quando jovem, de James Joyce. Talvez isto se deu também no outono,,, ou no inverno visto que chovia e o tempo era frio.Ela chegou no escritório do meu pai no horário marcado,pontualmente cheirosa.Perguntei-a porque não veio á pé, de submarino ou de fiacre.Respondeu-me que o taxi saiu mais barato e buscou-a na. porta do prédio.Trepliquei se não era o caso de estar seguindo o clichê nova iorquino do seriado SEX AND THE CITY em que taxis amarelos transitam de lá pra cá a conduzir almas femininas pra encontros em restaurantes. Nada me respondeu, simplesmente sorriu-me.Ela queria ver vitrines no shopping center e naquela época eu não era tão afeito a shopping center como sou hoje e como era quando meu pai me levava semanalmente na infância pra comprar mclanche feliz, cartucho de nintendo 64, ou vhs dos desenhos da Disney.Propus sairmos pra beber, fomos em uma lanchonete ali perto do terminal de ônibus, o STAR LANCHES, dir-se-ia a estrela mais cintilante das partes baixas do centro. Entre traficantes e putas tomamos cerveja barata.Aquele com certeza não era um recinto de jovens como nós, e embora bebíamos cerveja Comte, ou seria Conti? Não éramos estudantes de ciências soiciais em pesquisa de campo.Com tantas protesTETAS feias e desdentadas a minha cabeça estava em um conto de Dalton Trevisan,"a gorda do tiki bar". Hoje eu tenho uma certeza que o erro começou na escolha do programa À dois.Mas ela quis beber ali mesmo, ela queria experimentar as coisas baixas da vida na avenida B***** C******. A caloura calorenta do curso de moda na universidade *******chegava ainda cheirando o lírio dos campos em que vivera,tinha pele de trigo a moça trigueira, a vida na cidade estava acendendo o carvãoziho dela, torrãozinho de carvalho. Ela era como madame Bovary que havia recentemente chego na cidade grande, ela tinha um “entusiasmo selvagem” de Macha, dum conto de Tolstoi:”...a opinião geral sobre mim naquele baile (bar), que eu soube depois através da prima de Serguêi, foi que eu era completamente diferente daquelas moças(putas), QUE EU TINHA UM QUÊ INTERIORANO, SIMPLES E ENCANTADOR( de fato!) fiquei tão lisonjeada com meu sucesso que disse francamente ao meu marido (acompanhante) que gostaria de ir a mais dois ou três bailes, ainda naquela temporada...” Já bêbada, me pediu pra sairmos dali pra que buscássemos vinho na A**** . Depois disso bebemos nas escadas da catedral.Sacros ou profanos? Eu vi a auréola dos seios dela ali mesmo, juro, e era angelical a tal visão. Em seguida me pediu pra que eu a acompanhasse até a sua casa, duas quadras dali, visto isto não insisti pra levar pro meu apartamento.Mas,uma onda de sobriedade, castidade e espírito cinéfilo me atrelaram quando chegamos na portaria do seu prédio e ela me disse com lânguidez:"Entra,vem dormir comigo", todo aquele invólucro virginal que ela sempre deu ares se desfez pelos ares. Eu, pensei em subir, mas tinha assistido há algumas semanas antes, o filme vanilla sky em que Brian o escritor e amigo loser de David (Tom Cruise) diz: O mel nunca é tão doce sem o fel, e é preciso saber o que é o fel pra se apreciar o mel" , foi nesta que eu procrastinei uma noite de sexo com uma garota incrívelmente gostosa e sentenciei-me por meio desta: :"-AHHH, C****, HOJE NÃO! DEIXA PRA OUTRO DIA, VOCÊ ESTÁ MEIO ALTA"
a nunca mais transar ou ter proximidade com ela durante toda a minha vida
"-Ahhhhh, sério que você não quer? intão tá!"
Pensei em adiar o prazer pra que em conserva ele se intensificasse, pensei que se entrasse naquele dia seria bom, mas se me resguardasse pra outra noite seria ainda melhor “Lê mieux est l´ennemi du bien” ...
Hoje ela me odeia, amém..

"UMA FODA PERDIDA
É PRO RESTO DA VIDA"


terça-feira, 4 de maio de 2010


Henrik Ibsen



"Meu pensamento é amargo quando não está triste." Henrik Ibsen

"Muitos julgam cumprir o seu dever pronunciando aforismos abstractos para uso alheio em vez de pregar por meio do exemplo."Henrik Ibsen




achei ruinzinhú. não soube distinguir em que situação eu fiquei mais passado, se dentro do cinema assistindo Alice in wonderland ou se naqueles finais toscos de festas liSÉRGIas da wonderland.


FRAGmentos

Relógio, celular e um isqueiro.
Devo parar de fumar e morrer pra não ver as horas passarem.
Não quero receber nem fazer ligações.
Não quero ter que procurar uma nova casa muito menos um casamento que me envelheça.
Quero ser como um cigarro que nunca se acende, inerte.
A minha vontade de hoje está como o jornal amarelado de todos os dias passados.
Estou preso à vida como um amarrador de cabelos amarrado em cabelos crespos.
Hoje, um acidente na rodovia, ao leste um sol de abóbora na abóbada celeste.
Ontem Hebe Camargo citou Fernando pessoa:
"Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."
A Hebe está careca?
Eu estou careca de saber que isso é assim que tem que ser...
que o sol é bonito mas é de todos os dias...
e quando o dia é cinzento o sol ainda existe...
estou careca de saber que tenho que pentear os cabelos quando acordo pela manhã.
chato e sublime:isso tudo.
sublime são as balas de gelatina.
sem placebo, sem remédios,sem tendências, antes de ter que dar cabo da minha própria vida, eu prefiro alugar um apartamento na frente do cemitério ST.Petrus.

quarta-feira, 28 de abril de 2010




"...A um canto obscuro da capela, do lado do evangelho, à esquerda do altar, uma corpulenta senhora estava ajoelhada no meio de sua copiosa roda de roupas. Quando ela se levantou, uma figura vestida de côr de rosa, usando uma cabeleira postiça crêspa,com as boxexas emurpurpuradas e empoadas, ficou à vista. Um sussurro de curiosidade correu por tôda a capela à descoberta de tão feminil figura.Um dos prefeitos, sorrindo e agitando a cabeça, aproximou-se do recanto obscuro e, tendo se abaixado para a senhora idosa corpulenta, disse num gracejo:
- Mas é uma rapariga linda ou uma boneca o que a senhora tem aí, Sra. Tallon?
Então, virando-se depois para espiar aquêle rosto pintado que sorria sob a aba do boné, exclamou:
- Que boneca o quê! Por minha palavra, creio que, afinal de contas, é o menino Bertie Tallon!...

continua no RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM, JAMES JOYCE.



quinta-feira, 22 de abril de 2010



"-Raios me partam - disse com a maior franqueza o Sr.Dedalus - se percebo como é que o senhor pode fumar um tabaco assim tão medonhamente ordinário. Nem pólvora de espingarda, valha-o Deus..."

pg.59: O retrato do artista quando jovem,James Joyce

sexta-feira, 9 de abril de 2010

arte: até quando? por quais meios?o que falta?


arte com esperma

arte com fézes



arte com sangue



em 25 de novembro de 1970 o escritor japônes Kimitake Hiraoka, mais conhecido como YUKIO MISHIMA, invade o quartel general das forças de auto-defesa do japão,e comete o hara kiri(suicidio praticado por samurais com uma espada empunhalada na barriga) concretizando assim o suícido público com o qual sempre sonhou.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

copiem mas não colem! recortem e joguem no lixo!



Minha anti-proposta parte do seguinte aspecto: o que é dor pra mim, não é dor pra outrem. O que é deleite pra outrem é desgosto pra mim, e vice versa.Por todos os lados paralelos possíveis, esse paradigma se dá. Visto isto, persistir num diálogo literário baseado na minha compreensão por outros seria um dispautério único de pretensa universalização de minhas dores, meus amores, minhas casas, minhas não causas. Por mais que eu tente escapar ileso, por mais que me esforce pra dizer o pró e o contra num mesmo sentido, ainda assim, não posso escapar de um parâmetro, de uma cerca de arame farpado: a banalização do uso humano da linguagem. Antes de mim todos podiam escrever, hoje sinto que escrever foi uma herdade herdada em que planto planto planto e não brota nada pra mim colher com a colhér. É tudo muito seco, desértico, árido, vazio, sem eventos, sem ventos, um lugar indigno de lufadas,de sossegos, de amenidades, mas é nisto que me presto, catar hipotéticos ventos pra contar-vos vento.Ah, mas nem assim eu consigo ser original,se eu não sou original, isso não se dá pelo fato de eu só copiar idéias e subterfúgios dos meus mestres mortos: canônes. Se eu não alcanço a originalidade, antes isso se dá porque eu não nasci com três pernas, oito braços, cinquenta ouvidos, e dez cabeças (físicas e não pensantes).Ah, se eu tivesse tuso isso num corpo só, tudo seria diferente, eu seria original, contratariam-me pra um circo, ou me enterrariam como um vivinho da Silva sem tempos pra conhecer a Vivinha da Silva.Por que eu não me basto como os outros do meu tempo que também escrevem? É porque eu não vejo sentido de escrever sussurros sem a intensidade do grito, porque eu não concebo ser claro como os outros sem o recurso da penumbra, porque eu não consigo estar na existência se não for de uma maneira máxima de insistência, porque eu não vejo motivo de dizer possibilidades sem que não haja uma impossibilidade latente, gritante,registrada a ferro, fogo, chumbo,estrelas, vômito, sangue, plastro, cancro, mel e absinto nisto tudo.Desperto pro desespero, sou esperto no desespero, sorrio no desespero, e a única maneira de eu estar calmo é estando desesperado. Não há tempo, o tempo foi perdido, a idade do ouro tornou-se o agouro cumprido, um agouro comprido. Tudo o que há a ser feito é fazer o que não já faz sentido ser feito.Eu sempre que me proponho a escrever observo que estou adentrando uma vasta porta que vai baixando, baixando gradativamente conforme as palavras vão baixando do vácuo da minha auréola pensante ao papel de burro de carga que aceita tudo o que descarrego.A arte de escrever é uma porta imensa de possibilidades, e isso é lindo, lúdico, mas não sou ludibriado.Conforme vou lendo o que acabo de escrever a porta vai baixando cada vez mais, e antes que eu a transponha ou conclua a leitura eis que a porta desce pesada, lancinante e cortante feito uma bastilha, feito uma navalha. A MINHA SATISFAÇÃO RESIDE APENAS NO FATO DE EU NUNCA TRANSPOR A PORTA PRO OUTRO LADO. A MINHA SATISFAÇÃO MÁXIMA RESIDE TÃO SOMENTE AGORA NO FATO DE EU NÃO TER NASCIDO COM CABEÇA SUFICIENTE PRA SER CORTADA.Mas nasci com alma, isto é certo, minha alma foi enfeitiçada pela benzedeira de fundo de vale da vila, naquela mesma benzedeira que minha avó paterna me levava pra que emplastros, reza e elixires me aquietassem quando eu era criança. Fui um menino tímido e aquietado de´pois de benzido, mas desde então a benzedeira me inquietou com a benção e a maldição disto tudo que é haver Literatura em minha compreensão de mundo...

terça-feira, 6 de abril de 2010

OS ANIMAIS TÊM CONVIVIDO MUITO COM SERES HUMANOS QUE SE APAIXONAM POR POSTES. CONFIRAM ESSE POST:

revista cult 144 dossiê:Perversão, matéria de Flavio Carvalho Ferraz.

"...a "invenção" do fetiche também ensina algo sobre a formação da sexualidade psíquica do ser humano.Como todo animal, ele possui um instinto sexual que o leva a buscar formas de descarregar sua excitação.Mas-e nisso ele é totalmente diferente dos animais-a determinação do objeto sobre o qual seu interesse recairá não é, inteiramente,um produto da natureza biológica...O interesse sexual na espécie humana,desconectou-se do imperativo da reprodução da espécie...O HOMEM É O ÚNICO EXEMPLAR DO REINO ANIMAL QUE PODE, POR EXEMPLO, APAIXONAR-SE POR UM POSTE!"

NOTAS DO FILOSOFOFO CACHORRINHO CACHORRONALDO VIRA LATAS NA DUQUE DE CAXIAS:

"BLABLA AU AU...FORMAÇÃO DA SEXUALIDADE PSIQUICA DO SER CANINO...INSTINTO SEXUAL...EXCITAÇÃO AUUU AUUUU AUUUU...BLABLABLA....FETICHE...DESCONEXÃO DO IMPERATIVO SEXUAL DAREPRODUÇÃO DA ESPÉCIE...AU AU AU AU BLABLABLA...PSICOSE...PSICÃOZE...ENTÃO O CÃO É O ÚNICO EXEMPLAR DO REINO ANIMAL QUE PODE, POR EXEMPLO APAIXONAR-SE POR UM TAPETE"



JÁ QUE OS HOMENS GOSTAM DE PEGAR AS "CACHORRAS" PORQUE OS CÃES NÃO PODEM PEGAR AS"GATINHAS"?:



COITO INTERROMPIDO:

quinta-feira, 1 de abril de 2010



"NINGUÉM ACENDE UMA LÂMPADA PARA A COBRIR COM UM RECIPIENTE, NEM PARA COLOCÁ-LA DEBAIXO DA CAMA: AO CONTRÁRIO, COLOCA-A NUM CANDELABRO, PARA QUE AQUELES QUE ENTRAM VEJA A LUZ." Lucas 8:16

segunda-feira, 22 de março de 2010



destambém:
Alguns escrevem comungando as palavras
eu sou dado a escrever, resmungando as palavras>


“Por que te curvas, ó minha alma,
Gemendo dentro de mim?...”lamento do levita exilado.Salmos 42:6

Hoje me vi de repente dentro de um banheiro sujo de uma bodega qualquer. Há pouco estava almoçando com ela e isso foi em cem quilômetros que ficaram pra trás.Faço uma idéia de mim de um sujeito globalizado,com i-pod, filosofias,cabos de conexão, marcas registradas, mas pra que faço idéias de mim?:pra me constatar dentro de uma existência neste banheiro fétido? Pra vos relatar em assuntos literários a minha sordidez ou a sordidez do mundo que mesmo involuntariamente ás vezes sou partícipe como príncipe ou mendigo ou nem isso e nem aquilo?Atuo efetivamente num empenho de tristessa. Há uma espécie de surdez dos sentidos que vai muito à frente das regiões terrestres do tédio vital, esta espécie de surdez dos sentidos não ouve nada, nada acha belo, não tem esperanças nem desesperos, não sofre nem sorri, não é ativa nem vegetativa, é um fato absolutamente impossível dentro da possibilidade de sentir-se entre cruzamentos múltiplos em que a multidão me cerca, os carros avançam e a paralisia toma conta de tudo o que vos pretendo contar por meio deste cansaço como sensação transmitida.Este cansaço que não vem sequer a ser cansaço,pois,se fosse cansaço descansaria ao invés de escrever. Cansaço que é cansaço não escreve, não analisa, não busca e nem refuta. Ás vezes caminho triste, não por mera condição cristã+:(+, filosófica e de campos de concentração, nem por questões primitivas,contemporâneas ou pós modernas, caminho abatido apenas pela legítima e essencial circunstância de ser vivente no estojo de um ser humano abaixo deste sol baixo que recua pro oriente neste fim de tarde."um oriente que me oriente."Tudo isso através de um contentamento meu de ser infeliz.Estou exíguo, sou exíguo dum modo exímio, sou ex-símio que assimilo ser um legítimo exemplar da humanidade porque penso que penso em muitas coisas. Mas não creio sequer numa linha de pensamento, não creio sequer no pensamento que componho através de palavras em linhas.No harlem se faz música, “no harlem se é feliz”. Moby é do harlem.E se ao menos eu fizesse música de sensações graves, amenas, sampleadas, no fruity loops, no violão, num assobio, em piparotes... Se tudo isso de compor frases com palavras em linhas desse bem de frente com um trem vindo muito pesado, grave,carregado, assassino e atropelador que desse bem de encontro comigo que ando muito metido em linhas...
se tudo isso de compor linhas abaixo de linhas desse pra serem colocadas todas enfileiradas num alinhamento retilíneo que se passasse por hipotéticamente por uma senda que me conduzisse no cume de um ponto fixo, em que uma realidade sem poesia indicasse:ABISMO!



“E se a tua mão direita te serve de escândalo,
Corta-a e lança-a para longe de ti, porque é
Melhor para ti perderes um dos teus membros do
Que todo seu corpo ser lançado no inferno.”
Mateus 5:30

MAS, NÃO CHEGO A CORTAR MINHA MÃO DIREITA, NÃO CHEGO A INTERROMPER A ESCRITA QUE INTERROMPE O DIVINO SILÊNCIO DE NÃO ESCREVER. NÃO ARRANCO FORA NEM JOGO PRA LONGE MINHA CONSCIÊNCIA DE EXISTIR, MINHA CONSCIÊNCIA DE EXISTIR TANTAS VEZES FÚNEBRE, NEFASTA, INÚTIL E TOLA.A MÃO QUE ESCREVE PRETENDE ABRIR ALGUMA PASSAGEM OU CAMINHO? MAS ORAS,A CONSCIÊNCIA DE EXISTIR DA MÃO QUE ESCREVE SOBRE EXISTÊNCIA, RESISTÊNCIA E DESISTÊNCIA DEVERIA LOGO SABER QUE SE CAMINHA É COM OS PÉS! POR QUE ESTA MANIA TÔRPE SEM ENTORPECENTE, TRÔPEGA E EMPERTIGADA DE TATEAR A PAREDE TODA NA INTENÇÃO DE ACENDER A LUZ? OU APAGAR AS LUZES!AH,AONDE POSSO DE FATO ENCONTRAR O CLIQUE QUE ME DESLIGUE A LUZ DO UNIVERSO TODO ALÉM DO CLIQUE CLÉQUE POW QUE ME ESTOURE EM UM ESTAMPIDO OS MIOLOS TODOS QUE ESTAMPEM A PAREDE DE MIOLOS TODOS? LÁ FORA CONTEMPLO O CÉU COLORIDO, MUI MULTI COLORIDO...ESTE ENTARDECER LONGE DOS CAMPOS DE CERES,E AO LADO DE SERES QUE SABEM QUE SÃO SERES(!?!?)...SERES O QUE TODOS SOMOS! EU PERCEBO MESMO SURDO QUE TODA EXISTÊNCIA EXUBERANTE É ABSURDA, E ME ABRE NUMA PROPOSTA DE FILOSOFIA ABSURDA UMA VELHA SENSAÇÃO DE RESISTIR O MEU EXISTIR DE AGORA POUCO TÃO SURDAMENTE... DIVIDIMO-NOS EM DUAS CLASSES: A CLASSE DOS QUE CONTEMPLAM O CÉU, E A DOS QUE NÃO CONTEMPLAM O CÉU. AS QUE CONTEMPLAM O CÉU USAM DISSO COMO UM PONTO DE FUGA, OS QUE NÃO, ESTÃO ALI NO PONTO DE ÔNIBUS OU DE ANDANDO DE FUSCAS. VALE A PENA EXISTIR! MESMO SEM ASAS PRA VOAR PRO ALTO DO CÉU DO SOL QUE BAIXA NO HORIZONTE, MESMO SEM A CAPA DE INTRÉPIDO SUPER-HERÓI OU SUPER-POETA QUE SE LANÇA DO ALTO DE SUAS SENSAÇÕES POÉTICAS, VALE A PENA EXISTIR! VALE A PENA EXISTIR SEM A PENA DA CONDENAÇÃO MÁXIMA DE TER CONSCIÊNCIA DE EXISTIR DA FORMA QUE TENHO CONSCIÊNCIA DE EXISTIR...VALE A PENA EXISTIR SEM AS PENAS DAS ASAS DE VOÔ...VALE A PENA EXISTIR SEM A ATUAL PENA ESFEROGRÁFICA OU DE CAPS LOCK ATIVADO QUE SE ESCREVE QUE DIZ NÃO VALER A PENA PENSAR NESSAS PENAS.É NECESSÁRIO EXISTIR MESMO QUE NÃO VALHA AS PENAS!

Roubado duas vezes: do canbeck e do Erasmo de roterdã:

passa a infância e a juventude atormentando-se por aprender mil ciências diversas; perde os seus mais belos dias nas vigílias, nos esforços, no trabalho, sem desfrutar do menor prazer no resto da sua vida. Sempre pobre, mísero, triste e de mau humor, insuportável a si próprio, insuportável aos outros, a palidez, a magreza, a velhice e as enfermidades de toda espécie o esmagam no meio da sua carreira, e ele morre numa idade que os outros homens começam a viver, muito embora, para sermos exatos, seja a hora da morte de todo indiferente para quem JAMAIS viveu.

Este sou eu!

sexta-feira, 19 de março de 2010

nujabes-reflexões eternas.morte, aonde está a morte?


Jun Seba, produtor de hip-hop de 36 anos, proprietário de duas lojas de discos em tóquio e também do selo Hydeout productions, morreu em Tóquio no dia 26 de fevereiro em um acidente de automóvel. A notícia só foi confirmada ontem por seu amigo e colaborador Shing02 (luv.sic/battle cry e outros sons) e apenas ontem o ocidente caiu nessa triste realidade:o mundo da música perdia nujabes.Ontem a notícia me pesou como chumbo, desmotivou o riso, estancou a leveza. Jun Seba, o NUJABES de trás pra frente, o que sustentava a leveza como ninguém, o que tinha a percepção muito foda pra transmitir sons que batiam direto e dentro do peito,nos deixou, e de uma maneira sorrateira, quase que saindo à francesa, bem a cara do maluco mesmo......Adeus mestre, maestro da sinfonia aparvalhada do meu ser que ainda se pega a contar estrelas do céu Brasil.






mais que um levita, um leviatã,o gigante do nome mais alto, na minha concepção, de refinamento musical do segmento.Ele pra mim foi, a seu modo, e sempre será, o nome mais importante da cena das cenas.Com certeza minha formação humana, carrega uma influência muito forte dos trampos do cara; Esta formação em que ouvidos atentos transformarão a visão do mundo, Nujabes, Schubert, Chopin, Chet baker, Velvet underground, Moby, seabear e sigur rós exerceram e sempre vão exercer uma influência muito foda e positiva na minha vida.ÉÉéé Nujabes, todos dizem descanse em paz, mas com a tamanha paz que transmitias, escuso seria desejar-te paz, mas por formalidade:descanse em paz, que a paz que você nos deixou nunca canse de nos fazer descansar...NUJABES FEZ COM SUAS MÚSICAS O MUNDO PARECER UM LUGAR MENOS INÓSPITO,MAIS HABITÁVEL E TRÂNQUILO.











A MORTE NÃO EXISTE PRA QUEM SABE DO QUE É FEITO A VIDA

quarta-feira, 17 de março de 2010

DEIXA Eu soh prepara um post aqui

ja nois bola uma ideia

pode crEUZA?

NOOSAA

FUI COMPRA DUAS LATINHA MAS LA-TINHA SOH SUBZERO

TRÚCHI SEM SACOLA

CONGELOÔ MEUS DEDOS, MEU DEDOCÉU.

QUE NEM PODER DO SUBZERO

DO MORTAL COMBARTH

COMO EU NAUM ACHEI NEM UM VIDEO DO ALBUM BRAZILIAN FUNK MODE EU COLOQUEI ESSA CHILLOUTIZINHAKI MERMO.

o AGUE estes dias me indicou DJ. Spinna.O ague é aquele tipode cara que te diz na cara:”vc tem ouvido muita merda ultimamente.”ok! vou dizer A REAL, eu desprezei O sPINNA por causa deUMAguinha das agulhadas DO ague. Foi tentando correr de dj spinna que estes dias correndo no fim da tarde no ibirapuera de Tamarana que eu percebi o valor do tal DJ. Spinna. Senti na espinha mesmo as produções do cara.O Spinna no Brazilian funk mode realça uma brasilidade diferente dessa brasilidade enjoativa q tamo acostumado, samples muito PHODASTICOS de um estrangeiro que flagra mais de musica brasileira que qualquer brasileiro, beats bem póstos. aposte que naum há aquela brasilidade toda tosca comumente propagada. jorge ben eh bom? ahhhhhhhh, véi, se ele eh ou naum eh, as pessoas que o ouvem o estragaram. foda isso né!!!?...mas jorge ben NAUM EHH UNDERGROUND, TAUM tem que pagar o preço de tocar pra jovens sem critério que acham criterioso ao máximo dizer que ouvem jorge ben e tem o samba rock no pééé, PÉSSIMO HÁBITO! MAS,baguio aqui eh dj spinna mano, chega de encheção de linguiça de botequim, botequim esse que graças a deus naum toca samba rock...o beatmaker em questão aqui, remete um modo de soul-funk que graças a Deus transcende o risco de clichê que é samplear musica brasileira, ele traz no brazilian funk mode uma sonoridade que não te leva especificamente a malandragem escorraçada, ao carioca way of life, nem te tira especificamente das ruas do brooklyn, harlem e bronx das épocas que ser black era sinonimo de justeza, cabelo feito, calça justa e blackitude.o cara eh FUNK SOUL por perspicácia!!!!

TAQUI UM MULEQUE QUE REPRESENTA DESDAS ANTIGAS. ESSSSSSSSE TA DESDE O BIG BANG DO MOVIMENTO


MAHAL MAS...

AINDA-GUÊ:EU ME INDAGO: AINDA QUE O VERSO DELE SEJA TUDO ISSO,:DE "ERUDITOS TERRORISTAS COM TABELAS PERIÓDICAS CUIDANDO COMBINAÇÕES QUIMICAS PERIGOSAS, RECEITAS PRA EXPLOSIVOS BOMBAS BACTERIOLÓGICAS..."AINDA QUE ELE "COLOQUE A NEGATIVIDADE EM RECIPIENTES" E "RECICLE AS CÉLULAS MORTAS TRANSMUTANDO INFORMAÇÃO PRA MENTE"...aiiiiinda que ele "CATAQUIZE AS MASSAS COMO MAHALTIMA GANDHI..." E SUAS RIMAS "SE ALASTREM E SE ABRANJAM COMO AS TEORIAS DE DARWIN...E CITE POLEMICAS NOS DIFERENTES SETORES DA SOCIEDADE...CONTROVERSO E CONFLITANTE COMO KARL MARX...RETÓRICA DE MANDELA...MAIS COMPLEXO DE QUE ARISTÓTELES,SÓCRATES OU NIETZSCHE"

AINNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSSSSSSIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM É NIETZSCHIDO PRA TODOS NÓS QUE ELE SÓ FAZ: boas rimas, ráp, manda bem, naum É um Deus, naum eh uma religião, naum eh o expoente máximo do underground, que venha tornar o ague um lado protestante da Irlanda, e o humbers um lado católico da Irlanda também, até porque, o único humano que naum foi Deus mas causou a hipóteose das letras é o James Joyce, também da Irlanda.

AINDA QUE ELE DESDOBRE A PALAVRA, MAHAL RESIDE AINDA NA PALAVRA, PORTANTO, NUNCA DEIXAMOS AS DESAVENÇAS NOSSAS SILENCIAR A NOSSA AMIZADE.

UM POUCO DE JESUS FERNANDEZ PRA VER SE VCS FICAM MAIS CRISTÃOS NO ROLÊ E NAS ATITUDES, POISSSS:

COM CRISTO ATÉ A TRISTEZA PULA DE ALEGRIA.

ORA QUE MELHORA, ORASS!

ELITIZAÇÃO DO SKT LONDRINENSE

ouvindo CARLITOS BEATS-COMPARTIMENTO:"ENTAO EH ISSO QUE VC TEM QUE ENTENDER, HÁ COISAS QUE SE COMENTa E HÁ COISAS QUE NÃO SE COMENTa..."compartilho do meu compartimento e comento aqui que carlito, tanto no skt como nos beats eh um pinha fora de série...os beats do muleque demonstram uma primazia única que infelizmente por enquanto é legada ao campo da coisa inteligente, verdadeira e consequentemente: anonimata no que se refere ao cenario nacional.,,,"há coisas que se comenta e há coisas que não se comenta" pela mor né mano, se querem acabar com esta merda de COMENTÁRIOZINHOS SOBRE "elitização do skt londrinense", cada um faça sua parte, sem essa de "nao filma o role do caraaaa. naum te empresto a camera, o tal eh nada ve... o tal eh tal coisaaaa....naum colo laa....naum colo cááá,,,TAL PInha eh isso , tal pinha nunca foi nada"... ahh véiooooooo, olha o mundo mano, a mistura eh oque fortifica, murs e slug,eu e o pelézinho, nujabes(japa) e cise starr;, borda staile com chão zoado, arrois com feijaum, isso eh basico-ôw. consciiênciaaa pra alguns,união pra todos. xupiscando do daltinho meu parceiro agradeço aos meus", e todos saum eus..

I can't define

It is divine

We are as one and one is all we are
We are as one and one is all we are