
a.supertramp
Andava eu vasculhando em um mote de papel atulhado pra ver se encontrava certo texto de um personagem despreendido das coisas ,um misantropo dos pes a cabeça, exatamente um ermitao que criei com lapis e papel.o tal personagem nao tinha pes nem cabeça,mas tinha semelhanças com outros personagens do ideario anarquico, um pouco do dr. Stockmann de Ibsen aqui, uma mistura de filho de Kurt Cobain com alguma mendiga sem documentos na sacola acola,mais um bocado de desaparecimento como vontade, hipoteticos pes e cabeça de Alexander Supertramp, inteligencia de Kaspar Hauser no confinamento com pao e agua.Pra seu total enquadramento:um personagem sem pes nem cabeça, mas de muitas ideias de negaçao. Pra melhor compreensao do seu desdito destino:ele tinha uma soh vontade, de sumiço repentino.Por fim o texto sumiu.Nao encontrei o tal texto em parte alguma.Pensando bem, porque ando eu a perder a cabeça porque perdi o texto de um personagem que sequer tinha pes e cabeça? Deve ser pelo fato de eu ter pes e cabeça e querer dinamizar a impossibilidade de um dia eu vir a ter tal força de vontade de negaçao tal qual no imaginario.Se por força do destino se deu que o texto do personagem ermitao se perdesse pra sempre , isto se deve tao somente a originalidade e da força motriz deste personagem ermitao, que por perola de ostracismo preferiu desaparecer do mote amarelado de papel atulhado.E assim achei melhor que tenha se dado.
a psicologa dele disse que seus escritos nao passam de viagens, eu concordo em genero, numero e grau. Ele afirma que vai parar de escrever, ou melhor, viajar, e, assim como ela tornar-se-a um critico literario. O ceu dele ficou cinza , bem nublado, cabruuuummm,
pretende ele agora ser critico como Harold Bloom.

h.bloom
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