terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
nevrálgico e neurasténico.
Em uma nota biográfica, que certamente um amigo me escreveu por capricho do deboche, ou melhor ,(afrouxando a veracidade) que um amigo escreveu-me por afeição a minha figura, dizia que “na explosão da puberdade eu havia encontrado a literatura”. Não creio que isto foi suposto como uma sacada exclusiva, como uma autenticidade radiante de quem viu um sol pela primeira vez depois de muito tempo no escuro,mas creio que nestas palavras há sim uma verdade rasa fundamental, como todas verdades fundamentais que tenho encontrado na superfície das coisas, entre os quais posso indicar de impressão vazia, que no fundo, no fundo, não tenho encontrado verdade. Nestas palavras há um sentido constatado de que por escolha eu fiz uma escola entre os russos e irlandeses, franceses, portugueses, judeus cabalísticos, tive mestres mudos de letras impressas que se coadunaram muito com as características da puberdade na qual eu adolescente estava passando:formação do caráter, degeneração dos valores rotos ou curto demais ao qual tentaram me vestir, a revolta sem causa, a inconsequência desmedida de acreditar em palavras e aforismos de cunho literário. Hoje,à guisa de quem conta moscas circundando a cabeça, eu paro e trago um cigarro, e entre mais tragadas num cigarro que a própria vontade de ter idéias e escrever, eu imito uma caricatura tosca, dum jovem de média estatura que tenta ilegitimamente escrever com impressões molhadas, que logo logo se secarão sob o sol da inteligência árida. Pudesse eu ter paisagens como vós outros meus amigos, mas é seco por aqui de dentro, de onde vos falo. Voltando ao ensaio pra logo sair, dentre os filósofos desesperados e os outros tantos homens mortos pelos quais me apaixonei, restou-me a compreensão ligeira e vaga de que partilhei de suas impressões, aliado à uma ojeriza abrupta e pouco fundamentada, de que através da percepção do novo, da maioria que conheço que concebem a literatura como uma novidade miraculosa, eu declaro: eu odeio as minhas idéias e detesto a idéia de todos vocês que encontram na literatura subterfúgio pra vossa inquietação. Prefiro vê-los bebados , drogados e caídos do que vê-los escritores, poetas e filósofos de botequim. Não querem que eu os reconheça, tampouco desejam que eu lhes seja companheiro de campanário, ou mesmo entusiasta de seus escritos, mas eu vos digo mesmo assim (à maneira de quem tagarela escrevendo) eu só reconhecerei seus escritos depois que a vossa juventude se esfumar, ou vossas vidas se findarem, por força do reconhecimento póstumo.Posto aos blogueiros beatnicks e poeteiros da novissima geração (da nova geração kkkkk) e a todos outros que são escritores:”SE TODOS O SÃO, PREFIRO NÃO SER”. S.Kierkegaard
Se eu escrevo assim, é porque não contribuirei com nada, vós contribuintes da nova sacola literária, terão público, colunas em jornais, peças em teatro e é por isso que eu sonego, eu só nego! Eu declaro minha incapacidade através da minha faculdade de invejar ao próximo. Sem mais, obrigado.
Em uma nota biográfica, que certamente um amigo me escreveu por capricho do deboche, ou melhor ,(afrouxando a veracidade) que um amigo escreveu-me por afeição a minha figura, dizia que “na explosão da puberdade eu havia encontrado a literatura”. Não creio que isto foi suposto como uma sacada exclusiva, como uma autenticidade radiante de quem viu um sol pela primeira vez depois de muito tempo no escuro,mas creio que nestas palavras há sim uma verdade rasa fundamental, como todas verdades fundamentais que tenho encontrado na superfície das coisas, entre os quais posso indicar de impressão vazia, que no fundo, no fundo, não tenho encontrado verdade. Nestas palavras há um sentido constatado de que por escolha eu fiz uma escola entre os russos e irlandeses, franceses, portugueses, judeus cabalísticos, tive mestres mudos de letras impressas que se coadunaram muito com as características da puberdade na qual eu adolescente estava passando:formação do caráter, degeneração dos valores rotos ou curto demais ao qual tentaram me vestir, a revolta sem causa, a inconsequência desmedida de acreditar em palavras e aforismos de cunho literário. Hoje,à guisa de quem conta moscas circundando a cabeça, eu paro e trago um cigarro, e entre mais tragadas num cigarro que a própria vontade de ter idéias e escrever, eu imito uma caricatura tosca, dum jovem de média estatura que tenta ilegitimamente escrever com impressões molhadas, que logo logo se secarão sob o sol da inteligência árida. Pudesse eu ter paisagens como vós outros meus amigos, mas é seco por aqui de dentro, de onde vos falo. Voltando ao ensaio pra logo sair, dentre os filósofos desesperados e os outros tantos homens mortos pelos quais me apaixonei, restou-me a compreensão ligeira e vaga de que partilhei de suas impressões, aliado à uma ojeriza abrupta e pouco fundamentada, de que através da percepção do novo, da maioria que conheço que concebem a literatura como uma novidade miraculosa, eu declaro: eu odeio as minhas idéias e detesto a idéia de todos vocês que encontram na literatura subterfúgio pra vossa inquietação. Prefiro vê-los bebados , drogados e caídos do que vê-los escritores, poetas e filósofos de botequim. Não querem que eu os reconheça, tampouco desejam que eu lhes seja companheiro de campanário, ou mesmo entusiasta de seus escritos, mas eu vos digo mesmo assim (à maneira de quem tagarela escrevendo) eu só reconhecerei seus escritos depois que a vossa juventude se esfumar, ou vossas vidas se findarem, por força do reconhecimento póstumo.Posto aos blogueiros beatnicks e poeteiros da novissima geração (da nova geração kkkkk) e a todos outros que são escritores:”SE TODOS O SÃO, PREFIRO NÃO SER”. S.Kierkegaard
Se eu escrevo assim, é porque não contribuirei com nada, vós contribuintes da nova sacola literária, terão público, colunas em jornais, peças em teatro e é por isso que eu sonego, eu só nego! Eu declaro minha incapacidade através da minha faculdade de invejar ao próximo. Sem mais, obrigado.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
LE FEU FOLLET (1963) LOUIS MALLE
LE REFUGE (2009) FRANÇOIS OZON
LES INVASIONS BARBARES (2003) DENYS ARCAND
FANNY AND ALEXANDER (1982) INGMAR BERGMAN
CHUNCKING EXPRESS (1994) WONG KAR WAI
DOS HERMANOS (2010) DANIEL BURMAN
MACHUCA (2004) ANDRES WOOD
LUGARES COMUNES (2002) ADOLFO ARISTARAIN
LE NOTTI DI CABIRIA (1957) FELLINI
GIANT (1956) GEORGE STEVENS
REBEL WITHOUT A CAUSE (1955) NICHOLAS RAY
FALLEN ANGELS (1995) WONG KAR WAI
LAS LUNES AO SOL (2002) FERNANDO LEÓN DE ARANOA
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