BADBADNOTGOOD
Tudo o que por mim fôr dito em relação à Literatura, deve conter rigorosamente o aspecto da brevidade, deve ter como condição primária o prazo de validade da mesmíssima forma que tem uma folha ou um fruto qualquer, que nasce, verdeja, floresce e apodrece, e da mesma forma também de pré-cozidos ou enlatados. Há mim me vale os momentos contabilizados nas semanas,nos dias , nas horas e minutos, essa noção mecânica em mim é mais forte, sobrepuja os tais “instantes de eternidade” que me soam pura falácia,Poetizuação, coisas de Geneci (ou seria Jeneci?) sei lá, não é ele o vocalista da Bunda mais Bonita da cidade? Longe de mim galgar uma pretensão maior do que os próprios limites de que o Tempo e o Espaço têm a me oferecer. Ao sono os sonhos, à Realidade o constructo,à Verdade as opiniões.Não entendo por que ofereceria Belas letras num sentido mais sublime e Ideal do que a minha própria boca determinada aos miasmas do Tempo...Por que está falsa honradez permitindo-nos por meios ilusórios a FALSSÍSSIMA noção de “Autêntico” , “ Legítimo” , “Poeta”, “ Escritor” ? Quando me chamam de Escritor, ou apontam para algum tributo de ordem e verve literária que supostamente existe em mim, eu me sinto um anormal, é como se reconhecessem em mim uma afetação no sentido de existir, é como se colocassem em mim um chifre de unicórnio, é como se percebessem em mim alguma deformidade física no sentido de acréscimo, tal qual três testículos, god damnn... aos que lerem isso aqui, por favor, nunca mais faça qualquer tipo de inferência dessa similaridade.Pois bem , depois dessas recomendações, posso voltar ao texto: O caminho que eu proponho é este, não baixarmos a Literatura ao nível podre e desbocado, onde o texto e a ideia são forjada num único recinto: bares; sobre uma única influência: os beatniks. Por outro lado, não demos ao Verbo este sentido santo, longíncuo, contemplativo, um sentido como se o Verbo não fosse o Verbo, como se o Verbo fosse um moto taxista que saísse das mãos do que escreve e fosse lá no mundo das ideias buscar apetrechos de Ideal e Sublime, como se este mundo acessível fosse permitido tão somente ao que escreve, como se o mundo perfeito de qualquer cão no cio de aí fora fosse ilegítimo. Portanto, dos dois caminhos propostos nasce a tal terceira via: Não façam nada no sentido da Literatura que eu proponho, porque o que eu proponho não é Literatura, é uma Aporia no sentido mais esculhambado que minhas habilidades inúteis possam oferecer provocativamente.Que a Literatura que não me há, seja ela composta por elementos que os próprios limites de não me haver Literatura possa reger, ainda, que minha Literatura não me seja Literatura, porque só assim os que fazem Literatura possam fazer uma coisa distinta da qual eu faço, e ainda assim haverá Literatura, é claro para aquém ou além de mim. Foda se o príncipio de identificação , fodam-se as Letras e os entusiastas dela, FODA-SE SOBRETUDO O MEU ETERNO PARARARATUNDUN DO BENZOATO, ESSA ETERNA GAGUEIRA FALSEADA DE METALINGUAGEM.
"Se algo for (ei ti esti) é eterno" [supra sensível, imutável, não suscetível de transformação, eterno (aídion).Eterno é uma expressão canhestra, pois ao ouvir o termo logo pensamos no tempo, nele misturamos passado e futuro, como um tempo infinitamente longo; enquanto na realidade aqui se trata do esterno (aídion) como o igual a si mesmo, o puramente presente, sem que intervissem representações do tempo.(...)George F. W. Hegel
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terça-feira, 27 de março de 2012
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