segunda-feira, 22 de março de 2010



destambém:
Alguns escrevem comungando as palavras
eu sou dado a escrever, resmungando as palavras>


“Por que te curvas, ó minha alma,
Gemendo dentro de mim?...”lamento do levita exilado.Salmos 42:6

Hoje me vi de repente dentro de um banheiro sujo de uma bodega qualquer. Há pouco estava almoçando com ela e isso foi em cem quilômetros que ficaram pra trás.Faço uma idéia de mim de um sujeito globalizado,com i-pod, filosofias,cabos de conexão, marcas registradas, mas pra que faço idéias de mim?:pra me constatar dentro de uma existência neste banheiro fétido? Pra vos relatar em assuntos literários a minha sordidez ou a sordidez do mundo que mesmo involuntariamente ás vezes sou partícipe como príncipe ou mendigo ou nem isso e nem aquilo?Atuo efetivamente num empenho de tristessa. Há uma espécie de surdez dos sentidos que vai muito à frente das regiões terrestres do tédio vital, esta espécie de surdez dos sentidos não ouve nada, nada acha belo, não tem esperanças nem desesperos, não sofre nem sorri, não é ativa nem vegetativa, é um fato absolutamente impossível dentro da possibilidade de sentir-se entre cruzamentos múltiplos em que a multidão me cerca, os carros avançam e a paralisia toma conta de tudo o que vos pretendo contar por meio deste cansaço como sensação transmitida.Este cansaço que não vem sequer a ser cansaço,pois,se fosse cansaço descansaria ao invés de escrever. Cansaço que é cansaço não escreve, não analisa, não busca e nem refuta. Ás vezes caminho triste, não por mera condição cristã+:(+, filosófica e de campos de concentração, nem por questões primitivas,contemporâneas ou pós modernas, caminho abatido apenas pela legítima e essencial circunstância de ser vivente no estojo de um ser humano abaixo deste sol baixo que recua pro oriente neste fim de tarde."um oriente que me oriente."Tudo isso através de um contentamento meu de ser infeliz.Estou exíguo, sou exíguo dum modo exímio, sou ex-símio que assimilo ser um legítimo exemplar da humanidade porque penso que penso em muitas coisas. Mas não creio sequer numa linha de pensamento, não creio sequer no pensamento que componho através de palavras em linhas.No harlem se faz música, “no harlem se é feliz”. Moby é do harlem.E se ao menos eu fizesse música de sensações graves, amenas, sampleadas, no fruity loops, no violão, num assobio, em piparotes... Se tudo isso de compor frases com palavras em linhas desse bem de frente com um trem vindo muito pesado, grave,carregado, assassino e atropelador que desse bem de encontro comigo que ando muito metido em linhas...
se tudo isso de compor linhas abaixo de linhas desse pra serem colocadas todas enfileiradas num alinhamento retilíneo que se passasse por hipotéticamente por uma senda que me conduzisse no cume de um ponto fixo, em que uma realidade sem poesia indicasse:ABISMO!



“E se a tua mão direita te serve de escândalo,
Corta-a e lança-a para longe de ti, porque é
Melhor para ti perderes um dos teus membros do
Que todo seu corpo ser lançado no inferno.”
Mateus 5:30

MAS, NÃO CHEGO A CORTAR MINHA MÃO DIREITA, NÃO CHEGO A INTERROMPER A ESCRITA QUE INTERROMPE O DIVINO SILÊNCIO DE NÃO ESCREVER. NÃO ARRANCO FORA NEM JOGO PRA LONGE MINHA CONSCIÊNCIA DE EXISTIR, MINHA CONSCIÊNCIA DE EXISTIR TANTAS VEZES FÚNEBRE, NEFASTA, INÚTIL E TOLA.A MÃO QUE ESCREVE PRETENDE ABRIR ALGUMA PASSAGEM OU CAMINHO? MAS ORAS,A CONSCIÊNCIA DE EXISTIR DA MÃO QUE ESCREVE SOBRE EXISTÊNCIA, RESISTÊNCIA E DESISTÊNCIA DEVERIA LOGO SABER QUE SE CAMINHA É COM OS PÉS! POR QUE ESTA MANIA TÔRPE SEM ENTORPECENTE, TRÔPEGA E EMPERTIGADA DE TATEAR A PAREDE TODA NA INTENÇÃO DE ACENDER A LUZ? OU APAGAR AS LUZES!AH,AONDE POSSO DE FATO ENCONTRAR O CLIQUE QUE ME DESLIGUE A LUZ DO UNIVERSO TODO ALÉM DO CLIQUE CLÉQUE POW QUE ME ESTOURE EM UM ESTAMPIDO OS MIOLOS TODOS QUE ESTAMPEM A PAREDE DE MIOLOS TODOS? LÁ FORA CONTEMPLO O CÉU COLORIDO, MUI MULTI COLORIDO...ESTE ENTARDECER LONGE DOS CAMPOS DE CERES,E AO LADO DE SERES QUE SABEM QUE SÃO SERES(!?!?)...SERES O QUE TODOS SOMOS! EU PERCEBO MESMO SURDO QUE TODA EXISTÊNCIA EXUBERANTE É ABSURDA, E ME ABRE NUMA PROPOSTA DE FILOSOFIA ABSURDA UMA VELHA SENSAÇÃO DE RESISTIR O MEU EXISTIR DE AGORA POUCO TÃO SURDAMENTE... DIVIDIMO-NOS EM DUAS CLASSES: A CLASSE DOS QUE CONTEMPLAM O CÉU, E A DOS QUE NÃO CONTEMPLAM O CÉU. AS QUE CONTEMPLAM O CÉU USAM DISSO COMO UM PONTO DE FUGA, OS QUE NÃO, ESTÃO ALI NO PONTO DE ÔNIBUS OU DE ANDANDO DE FUSCAS. VALE A PENA EXISTIR! MESMO SEM ASAS PRA VOAR PRO ALTO DO CÉU DO SOL QUE BAIXA NO HORIZONTE, MESMO SEM A CAPA DE INTRÉPIDO SUPER-HERÓI OU SUPER-POETA QUE SE LANÇA DO ALTO DE SUAS SENSAÇÕES POÉTICAS, VALE A PENA EXISTIR! VALE A PENA EXISTIR SEM A PENA DA CONDENAÇÃO MÁXIMA DE TER CONSCIÊNCIA DE EXISTIR DA FORMA QUE TENHO CONSCIÊNCIA DE EXISTIR...VALE A PENA EXISTIR SEM AS PENAS DAS ASAS DE VOÔ...VALE A PENA EXISTIR SEM A ATUAL PENA ESFEROGRÁFICA OU DE CAPS LOCK ATIVADO QUE SE ESCREVE QUE DIZ NÃO VALER A PENA PENSAR NESSAS PENAS.É NECESSÁRIO EXISTIR MESMO QUE NÃO VALHA AS PENAS!

Roubado duas vezes: do canbeck e do Erasmo de roterdã:

passa a infância e a juventude atormentando-se por aprender mil ciências diversas; perde os seus mais belos dias nas vigílias, nos esforços, no trabalho, sem desfrutar do menor prazer no resto da sua vida. Sempre pobre, mísero, triste e de mau humor, insuportável a si próprio, insuportável aos outros, a palidez, a magreza, a velhice e as enfermidades de toda espécie o esmagam no meio da sua carreira, e ele morre numa idade que os outros homens começam a viver, muito embora, para sermos exatos, seja a hora da morte de todo indiferente para quem JAMAIS viveu.

Este sou eu!

sexta-feira, 19 de março de 2010

nujabes-reflexões eternas.morte, aonde está a morte?


Jun Seba, produtor de hip-hop de 36 anos, proprietário de duas lojas de discos em tóquio e também do selo Hydeout productions, morreu em Tóquio no dia 26 de fevereiro em um acidente de automóvel. A notícia só foi confirmada ontem por seu amigo e colaborador Shing02 (luv.sic/battle cry e outros sons) e apenas ontem o ocidente caiu nessa triste realidade:o mundo da música perdia nujabes.Ontem a notícia me pesou como chumbo, desmotivou o riso, estancou a leveza. Jun Seba, o NUJABES de trás pra frente, o que sustentava a leveza como ninguém, o que tinha a percepção muito foda pra transmitir sons que batiam direto e dentro do peito,nos deixou, e de uma maneira sorrateira, quase que saindo à francesa, bem a cara do maluco mesmo......Adeus mestre, maestro da sinfonia aparvalhada do meu ser que ainda se pega a contar estrelas do céu Brasil.






mais que um levita, um leviatã,o gigante do nome mais alto, na minha concepção, de refinamento musical do segmento.Ele pra mim foi, a seu modo, e sempre será, o nome mais importante da cena das cenas.Com certeza minha formação humana, carrega uma influência muito forte dos trampos do cara; Esta formação em que ouvidos atentos transformarão a visão do mundo, Nujabes, Schubert, Chopin, Chet baker, Velvet underground, Moby, seabear e sigur rós exerceram e sempre vão exercer uma influência muito foda e positiva na minha vida.ÉÉéé Nujabes, todos dizem descanse em paz, mas com a tamanha paz que transmitias, escuso seria desejar-te paz, mas por formalidade:descanse em paz, que a paz que você nos deixou nunca canse de nos fazer descansar...NUJABES FEZ COM SUAS MÚSICAS O MUNDO PARECER UM LUGAR MENOS INÓSPITO,MAIS HABITÁVEL E TRÂNQUILO.











A MORTE NÃO EXISTE PRA QUEM SABE DO QUE É FEITO A VIDA

quarta-feira, 17 de março de 2010

DEIXA Eu soh prepara um post aqui

ja nois bola uma ideia

pode crEUZA?

NOOSAA

FUI COMPRA DUAS LATINHA MAS LA-TINHA SOH SUBZERO

TRÚCHI SEM SACOLA

CONGELOÔ MEUS DEDOS, MEU DEDOCÉU.

QUE NEM PODER DO SUBZERO

DO MORTAL COMBARTH

COMO EU NAUM ACHEI NEM UM VIDEO DO ALBUM BRAZILIAN FUNK MODE EU COLOQUEI ESSA CHILLOUTIZINHAKI MERMO.

o AGUE estes dias me indicou DJ. Spinna.O ague é aquele tipode cara que te diz na cara:”vc tem ouvido muita merda ultimamente.”ok! vou dizer A REAL, eu desprezei O sPINNA por causa deUMAguinha das agulhadas DO ague. Foi tentando correr de dj spinna que estes dias correndo no fim da tarde no ibirapuera de Tamarana que eu percebi o valor do tal DJ. Spinna. Senti na espinha mesmo as produções do cara.O Spinna no Brazilian funk mode realça uma brasilidade diferente dessa brasilidade enjoativa q tamo acostumado, samples muito PHODASTICOS de um estrangeiro que flagra mais de musica brasileira que qualquer brasileiro, beats bem póstos. aposte que naum há aquela brasilidade toda tosca comumente propagada. jorge ben eh bom? ahhhhhhhh, véi, se ele eh ou naum eh, as pessoas que o ouvem o estragaram. foda isso né!!!?...mas jorge ben NAUM EHH UNDERGROUND, TAUM tem que pagar o preço de tocar pra jovens sem critério que acham criterioso ao máximo dizer que ouvem jorge ben e tem o samba rock no pééé, PÉSSIMO HÁBITO! MAS,baguio aqui eh dj spinna mano, chega de encheção de linguiça de botequim, botequim esse que graças a deus naum toca samba rock...o beatmaker em questão aqui, remete um modo de soul-funk que graças a Deus transcende o risco de clichê que é samplear musica brasileira, ele traz no brazilian funk mode uma sonoridade que não te leva especificamente a malandragem escorraçada, ao carioca way of life, nem te tira especificamente das ruas do brooklyn, harlem e bronx das épocas que ser black era sinonimo de justeza, cabelo feito, calça justa e blackitude.o cara eh FUNK SOUL por perspicácia!!!!

TAQUI UM MULEQUE QUE REPRESENTA DESDAS ANTIGAS. ESSSSSSSSE TA DESDE O BIG BANG DO MOVIMENTO


MAHAL MAS...

AINDA-GUÊ:EU ME INDAGO: AINDA QUE O VERSO DELE SEJA TUDO ISSO,:DE "ERUDITOS TERRORISTAS COM TABELAS PERIÓDICAS CUIDANDO COMBINAÇÕES QUIMICAS PERIGOSAS, RECEITAS PRA EXPLOSIVOS BOMBAS BACTERIOLÓGICAS..."AINDA QUE ELE "COLOQUE A NEGATIVIDADE EM RECIPIENTES" E "RECICLE AS CÉLULAS MORTAS TRANSMUTANDO INFORMAÇÃO PRA MENTE"...aiiiiinda que ele "CATAQUIZE AS MASSAS COMO MAHALTIMA GANDHI..." E SUAS RIMAS "SE ALASTREM E SE ABRANJAM COMO AS TEORIAS DE DARWIN...E CITE POLEMICAS NOS DIFERENTES SETORES DA SOCIEDADE...CONTROVERSO E CONFLITANTE COMO KARL MARX...RETÓRICA DE MANDELA...MAIS COMPLEXO DE QUE ARISTÓTELES,SÓCRATES OU NIETZSCHE"

AINNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSSSSSSIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM É NIETZSCHIDO PRA TODOS NÓS QUE ELE SÓ FAZ: boas rimas, ráp, manda bem, naum É um Deus, naum eh uma religião, naum eh o expoente máximo do underground, que venha tornar o ague um lado protestante da Irlanda, e o humbers um lado católico da Irlanda também, até porque, o único humano que naum foi Deus mas causou a hipóteose das letras é o James Joyce, também da Irlanda.

AINDA QUE ELE DESDOBRE A PALAVRA, MAHAL RESIDE AINDA NA PALAVRA, PORTANTO, NUNCA DEIXAMOS AS DESAVENÇAS NOSSAS SILENCIAR A NOSSA AMIZADE.

UM POUCO DE JESUS FERNANDEZ PRA VER SE VCS FICAM MAIS CRISTÃOS NO ROLÊ E NAS ATITUDES, POISSSS:

COM CRISTO ATÉ A TRISTEZA PULA DE ALEGRIA.

ORA QUE MELHORA, ORASS!

ELITIZAÇÃO DO SKT LONDRINENSE

ouvindo CARLITOS BEATS-COMPARTIMENTO:"ENTAO EH ISSO QUE VC TEM QUE ENTENDER, HÁ COISAS QUE SE COMENTa E HÁ COISAS QUE NÃO SE COMENTa..."compartilho do meu compartimento e comento aqui que carlito, tanto no skt como nos beats eh um pinha fora de série...os beats do muleque demonstram uma primazia única que infelizmente por enquanto é legada ao campo da coisa inteligente, verdadeira e consequentemente: anonimata no que se refere ao cenario nacional.,,,"há coisas que se comenta e há coisas que não se comenta" pela mor né mano, se querem acabar com esta merda de COMENTÁRIOZINHOS SOBRE "elitização do skt londrinense", cada um faça sua parte, sem essa de "nao filma o role do caraaaa. naum te empresto a camera, o tal eh nada ve... o tal eh tal coisaaaa....naum colo laa....naum colo cááá,,,TAL PInha eh isso , tal pinha nunca foi nada"... ahh véiooooooo, olha o mundo mano, a mistura eh oque fortifica, murs e slug,eu e o pelézinho, nujabes(japa) e cise starr;, borda staile com chão zoado, arrois com feijaum, isso eh basico-ôw. consciiênciaaa pra alguns,união pra todos. xupiscando do daltinho meu parceiro agradeço aos meus", e todos saum eus..

I can't define

It is divine

We are as one and one is all we are
We are as one and one is all we are




quinta-feira, 11 de março de 2010


HENRI BERGSON


revista Cult 143.mês fevereiro.dossiê CONSOLAÇÃO E FILOSOFIA.
A Filosofia e o consolo do Tempo.matéria por Débora Morato Pinto.
...A verdadeira manifestação do tempo dá-se por imagens, entre as quais a da melodia ocupa lugar de honra.Em lugar da espacialidade e do horizonte aberto próprio ás imagens visuais, a música representa melhor a verdade do tempo.




"Cronos ensandecido"
Se levarmos em consideração que o tempo da cronologia e do relógio é, com efeito, o tempo elaborado e seguido pela vida contemporânea em sua dimensão social e, sobretudo, em sua dimensão técnica-não sabemos mais dizer onde termina o humano e onde começa o inumano, seja como ramificações tecnológicas, seja como atuações num mundo que é publicização e imagem-a filosofia de Bergson,uma vez compreendida e incorporada, seria um consolo para os males do tempo por si só.Imaginemos o alívio trazido pela descoberta de que o tempo que não para de passar, corroer, aumentar, o time is money ao qual estamos submetidos inexoravelmente, o tempo atrás do qual estamos sempre correndo, que nos angustia, que nos devora, o cronos ensandecido que nos aflige e nos falta, enfim, que esse tempo do século 21 é uma imagem ilusória. Imagine sabermos, de repente, que o tempo não passa como pensamos, que o antes não ondiciona o agora, que o agora não determina o depois, que não podemos saber o antes partindo do depois...A filosofia, como atividade, ou aquilo que podemos, mesmo sob o risco de cometer alguma impropriedade, reunir sob o nome de "atividade filosófica", nos traz algum consolo diante das dificuldades e intempéries do tempo? A resposta mais óbvia seria, talvez, pensar na imagem do filósofo que sai fora do mundo, que se afasta do real, que cai no buraco porque anda examinando as estrelas-esse filósofo não viveria, no sentido mais comum do tempo, e por isso não sofreria...ele estaria eternamente consolado.




Mas Bergson mesmo nos indica outro sentido para nos libertarmos da ditadura do tempo, e que não exige o abandono da vida, o refúgio na ilha da abstração, no mundo dos conceitos. Esse sentido está no ritmo da atividade filosófica, assim como no da Arte:ler um belo parágrafo de um clássico, que nos impele a dar voltas em torno dele, nos conduz a outros pensamentos, a novas imagens daquilo mesmo que determinávamos como pedaços do real:enfim, ler e escrever efetiva e afetivamente sobre filosofia nos obriga a forçar nosso pensamento e nossa capacidade de criar soluções conceituiais (criar conceitos, como diria, Giles Deleuze), significa já,em ato, libertar-se de um tempo dirigido, determinado por um fim,medido por um intervalo.Criar uma obra sem finalidade imediata



JACA
...imprimir às coisas uma emoção, um sentimento, usar enfim a matéria do mundo para expressar nossa pessoa, sua profundidade que revela algo de universal, significa trazer ao tempo da práxis outro ritmo, outra tensão: IMPRIMIR NA ESPACIALIZAÇÃO DA VIDA SOCIAL E TECNOLÓGICA UM RITMO QUE NÃO É O SEU. Significa, mais que tudo isso, ampliar o escopo de nossa experiência, que passa a incorporar os efeitos de uma interiorização criativa.EM QUE ESSA EXPERIÊNCIA NOS CONSOLA?Ela acaba por ser, talvez, mais nossa, nos pertencer de forma mais autêntica e, por isso mesmo, ser mais HUMANA.Se tudo isso ainda parecer excessivamente teórico, terminaríamos dando um exemplo mais concreto:a filosofia é uma atividade praticada por estudantes e estudiosos, professores e mestres, diletantes, e até crianças, mas o fato é que, ao poder ser significativamente exercida pelos ditos "velhos"(grandes filósofos da história produziram obras mais relevantes em idade "'avançada"), ela nos liberta de uma das mais dificeis imposições:a da busca de uma juventude eterna, do tempo perdido.Na filosofia, assim como na Arte, o tempo nunca se perde, ele só se cria ou se transforma.



JACABOU.

segunda-feira, 8 de março de 2010



minutos de jean luc godard e peter bjorn



um minuto de bergman


tenho vinte e dois anos, creio que já vivi aproximadamente umas 22.500 semanas ,mais uns 685700 E muitos dias mais, segundo cálculos que me duraram cerca de 2 horas e alguns milésimos de segundos insignificantes do dia de hoje, dado a proporção infinitamente incontável da minha finitude em milésimos de segundos do cálculo dos meus vinte e dois anos. não tenho certeza de nada,nem das fontes na internet que vim a buscar cálculos fiéis dos anos,meses, semanas, dias, horas, segundos e milésimos de segundos,nem aos meus cálculos feitos sobre há quanto tempo exato meu pulso pulsa e meu coração bate... muito menos, e isto é pior, tenho certeza sobre o que sou ou não sou.A RESPEITO DAS OUTRAS PESSOAS, É FÁCIL TER UMA IDÉIA PRONTA,PRA JULGAR OU FORMAR OPINIÃO SOBRE UM TERCEIRO SEGUNDO QUARTO ULTIMO OU ZERO LA NA ESQUERDA DO PT,pra falar sobre o novo ensaio da filósofa Marcia Tiburi da revista Cult e falar que é ensaio seu de saia sem saída pra quem não tem vergonha na cara e lê na edição do mês, pra julgar ensaios filósicos de BLONDIE SOPHIE, PRa isso tudo tenho certezas instantâneas, tal qual esquentar ideias e dourar coisas em bom forno microondas. SOU PERito em julgamentos, expert em listar coisas, mas quando chego em mim, nada sei. por bloqueio ou mecanismo de defesa,()?() confesso, nada sei.mas... sei que ás vezes me sinto com exatos sessenta e seis anos mal vividos, com cigarros e noites mal dormidas, com leituras de Franz Kafka, Henrik Ibsen, Primo lévi e filmes de existencialistas ferrenhos.Não há nada que me traga certeza além da incerteza do Tempo. Ainda não entendi pra mim mesmo porque me apego tanto ao tempo, visto que é a única coisa que tenho certeza de ser incerta. Pode ser que fundamento uma idéia de que a espécime humana é a única no planeta a viver sob a égide de agendas com calendários e o controle hipotético de tudo, há apertar o pulso.Pode ser que eu venha a dar ares de humano nas minhas idéias de existência...mas, o RElojeiro ao lado, (como disse em talvés outro post anterior, não me lembro se ja disse ou não, dado a passagem das horas, do tempo e a mudança das coisas a cada instante... dado a isso tudo ou nada disso esqueço fácil de tudo ou nada que me é necessário e me lembro naturalmente de tudo o que não importa...blablabla)mas,o relojoeiro ao lado tem a técnica tecnocrata rústica de consertar os relógios mecanicamente, mas não pode trazer de volta as horas boas. ah, as horas boas, como frustra se pegar escrevendo sobre horas boas que passaram, dá uma sensação legítima de fracasso, dá uma sensação de que se está escrevendo justamente pra fazer algo nessas horas não tão boas que se lembram das horas boas.horas ruins e boas podem acontecer a cada instante, pra melhor ou pra pior, tudo depende de como vou agir dentro do tempo.e isto é tão óbvio que eu vou bostar só pra mostrar o quão óbvio, tosco, ridiculo e babaca eu posso ser longe de afetações que tentam sugerir aos outros que eu não sou lógico nem tosco e nem babaca.



video repetido. gagueira mental.

post dedicado a vinicius camacho e ao angelo . deixei a dedicatoria em baixo pra cansar vos do meu texto que escrevi cansado e me sentindo no rés do chão.tipo Pessoas.copio também.

quarta-feira, 3 de março de 2010

fluxo verbal...silêncio...nariz escorrendo... sem lenço



SILÊNCIO PALRATÓRIO. Falo mais que a boca, mais que os dedos, mais até que a vontade acertada de parar de falar!
Dizer o que não foi dito.Trabalhar somente com aquele acepipe amargo que te apetece como “verdade”.Sussurrar coisas amenas e suaves.Dizer, dizer e dizer...conceito de imagem aqui, acolá, em Bergson, em Husserl, em Taine, fenomenologia, além e aquém e em tantas outras direções mais possíveis e impossíveis sempre estar a falar, falar do isso e do aquilo, falar em gramas, quilos e toneladas. A arte e o conceito não têm limites nem fronteiras.Escrever sobre a noite de ontem no bar, na bodega,na taberna, no a.a., no café, no chá, no almoço e no jantar.Dormir pra não escrever.Tantos disseram, tantos dizem, todos dizem. Mudos se comunicam, pessoas comunicam mundos,linguagem de sinais, blogs, meus bloqueios transmitidos, éclogas de terrenos baldios, bardo que sou!. Arte como alimento? Quero jejuar, mas, não é mais original jejuar e a prática do oficio de jejuador está em desuso, todos dizem e comem e mastigam e derrubam e lambuzam-se e esparrama,de uma maneira em que a arte se tornou uma mesa repleta, suja, com doces de Islândia à morangos do nordeste.Isto é bom? bom é “edredom, leito fofo”,lençol limpo, cama feita, “tudo bem calafetado”, sem precisar contar carneiros, sem precisar citar Mário de Sá Carneiro como acabei de fazer. Ainda vou buscar uma maneira mais original de fazer arte, mesmo que pra isso eu continue dizendo tudo ao contrário do que se pensa de arte, mesmo QUE EU ENTRE num curso prático de Ofiofagia, nem que pra isso eu tenha de começar a escrever de cabeça pra baixo, plantando bananeira, mesmo que pra isso eu vá para uma prisão penal agrícola e simplesmente plante mudas de bananeiras.bananal de banana banal: tudo o que se faz em arte. Minha arte: bananal.(digo no que concerne a arte que eu concebo que tudo o que eu digo: não passa de uma mera tentativa de romper com o silêncio estabelecido por eles, os mestres. os homens que bebo da fonte que eles mesmos secaram. amém.um forte abraço hipotético ao james Kafka,a samuel proust,henrik camus,Jorge Luis beckett e dosTOLSTÓIévsky.





“EU SEMPRE QUIS QUE VOCÊS ADMIRASSEM O MEU JEJUM” DISSE O ARTISTA DA FOME.”MAS NÓS O ADMIRAMOS”, RESPONDEU O SUPERVISOR, CHEIO DE BOA VONTADE.”MAS VOCÊS NÃO DEVIAM ADMIRÁ-LO”, DISSE O ARTISTA DA FOME.”TUDO BEM, ENTÃO NÓS NÃO O ADMIRAMOS”, DISSE O SUPERVISOR,”MAS POR QUE NÃO DEVEMOS ADMIRÁ-LO?””PORQUE O JEJUM É UMA NECESSIDADE, EU NÃO TENHO COMO EVITAR”, DISSE O ARTISTA DA FOME. “ISSO SE VÊ LOGO” DISSE O SUPERVISOR,”MAS POR QUE VOCÊ NÃO TEM COMO EVITAR?” “PORQUE EU” DISSE O ARTISTA DA FOME, LEVANTOU UM POUQUINHO A CABEÇA FRÁGIL E FALOU COM OS LÁBIOS ARREDONDADOS, COMO SE FOSSE DAR UM BEIJO, JUNTO À ORELHA DO SUPERVISOR:PORQUE EU NUNCA ENCONTREI A COMIDA QUE ME AGRADASSE. SE EU A TIVESSE ENCONTRADO, ACREDITE, EU NÃO TERIA FEITO NENHUM ALARDE E TERIA COMIDO ATÉ ME EMPANTURRAR, COMO VOCÊ E TODO MUNDO”ESTAS FORAM SUAS ÚLTIMAS PALAVRAS...”TRATEM DE LIMPAR ISSO AQUI”, DISSE O SUPERVISOR, E O ARTISTA DA FOME FOI ENTERRADO COM PALHA E TUDO, NA JAULA PUSERAM UMA JOVEM PANTERA...”

Por favor quem achar meu livro de bolso senhor e servo de Tolstoi que perdi semana passada, mais o outrro livro de capa vermelha “o retrato do artista quando jovem” que perdi faz uns doze dias, mais um celular LG azul que não sei o modelo que só sei que perdi há umas três semanas, me avisem por favor.plantar bananeiras ajuda a trabalhar o déficit de atenção?a minha carteira já acharam, obrigado.