
"Vença-me. Seduza-me. Fique comigo. Ah, faça- me sofrer!" james joyce
O sol dissipa a densa bruma, mas ela sempre volta durante a madrugada. Neste instante de alvorada, qual Bruna caminha para escuridão na morte?
Tão densa é a bruma, que até parece que a planície verdejante mais as copas frondosas de árvores ancestrais que não tem casos de antigos pra contar,
Neste instante parecem elevar-se ao céu, quão densa é a bruma baixa. Será que Bruna esta sendo elevada aos céus? Neblina. O quão incomodo não deve ser caminhar pelas primeiras horas matinais, descalço ou em botas pelos matagais orvalhados em que a barra da calça mais as botas dão-te a impressão fria de pés molhados.
Ter de pisar na campina verde e reluzente de orvalho...Não me contagio nestas horas do estio. Bruma, bruma, bruma, quanta bruma! Pobre Bruna. É se impossível ver o céu e o sol. Impressão de desmaio. O sol ao longe exerce sua força de austero astro que exige da bruma uma coloração ferruginosa tal qual descolorido de negativo de foto. Uns poucos canteiros aqui e acolá de flores copo de leite, mais um grande rebanho de gados brancos repousando na planície verde, e são tão numerosos quanto um pedaço de céu negro que cintila estrelas. Estrelas são mortas, gados brancos são mortos pra serem comidos. Percorrendo a estrada rodeada por imensos campos, desimagino tudo que me é atrativo ao longe no horizonte, por exemplo, atrás daquele monte próximo deve ter...deve ser...deve estar...na superfície de fundo tudo é a mesma coisa, assim como aqui na beira da estrada nada me convida, tão pouco lá pode ser um grande atrativo de novidades inválidas. No final, tudo é um só campo, e eles só fazem descansar uma vista cansada de prédios, mas em suma, tudo isso é somente um outro tipo de tédio. os guard-rails de material siderúrgico me lembram de uma licitação pública que a empresa de meu padrasto perdeu , portanto não é da empresa dele tais guard-rails da estrada, mas tudo me é tão familiar e próximo, e a única distância que há agora percorrendo distância é ele não ser mais meu padrasto e estar se acabando na bebida, sem requinte algum de Francis Scott Fitzgerald. No mais tudo é tão repentino na mesma proporção que já nos faz cansados. Eu sei uma frase forte em alemão: arbeit macht frei, e duas frases amenas em inglês, e são essas: piece of shit e shit is real. Na parada do comboio um negro grande e esbodegado entrou,sentou-se atrás de mim e me fez quase vomitar a vida ao ouvi-lo bocejar de uma maneira estrepitosa e como se cantarolasse, lembrou-me da ojeriza que sinto ao ouvir pessoas na mesa mastigando com ruídos. Na próxima estação desta minilópole provinciana, uma moça come coxinha na parada, ao vê-la mastigando com boca boa e bonita, e a forma como desperta um desejo desenfreado na sua forma recatada de sentar-se com saia jeans de puritanas, me rouba toda atenção, ela termina de comer, e sues lábios remexem um pouco discretos revelando o movimento de língua inquieta que perpassa a massa de batata grudada nos fios de dentes. Ainda assim o bocejar do negro me sugeriu um gutural ruído das profundezas abissais do inferno. já a mocinha evangélica comendo coxinha me impressionou pelo céu de boca.Na parada última eu desci, andei pela praça central da catedral imponente, me lembrei do nariz de Laura Regina que conheci no Vitrola da noite de sábado, cruzei por uns índios e fiz questão de jogar a caixa de cigarro no lixo do outro lado da rua e até mesmo guardar um fósforo queimado dentro da caixinha, isto foi uma afetação de minha parte, tal qual as danças e o celeuma todo que eles provocam pra impressionar quem visita a tribo deles.Fumei o primeiro cigarro do dia andando, não gosto de fumar andando, tive uma sensação de furo no pulmão, da mesma forma que tenho sensações de furos e buracos na consciência de existir.Abri o escritório, recolhi impressões múltiplas nesta manhã, e agora tenciono escrever, afinal de contas, escrever é a única coisa que nós parasitas de nossos pais sabemos fazer não é Kafka?
ESTA SEMAN RETORNEI PELA TERCEIRA VEZ A LEITURA DE “O RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM” DO DA APOTEOSE DAS LETRAS, DO ÚLTIMO E NA MINHA OPINIÃO O MAIOR GÊNIO DAS LETRAS, JAMES JOYCE. SABADO LENDO O JORNAL VI UMA REPORTAGEM NO CADERNO DE CULTURA DE UM JORNALISTA E ESCRITOR, QUE ESCREVE PRA FOLHA NORTE, QUE ESCREVEU LONDRINENSES, UMA ESPÉCIE DE IMITAÇÃO DO LIVRO DUBLINENSES DE JOYCE. FIQUEI TRISTE, NÃO GOSTO QUE PESSOAS ZOMBEM DO ESPIRITO SANTO, FALEM MAL DA RELIGIÃO DOS OUTROS E TAMPOUCO ODEIO SACRILÉGIOS FEITOS COM A LITERATURA. LEIAM LONDRINENSES, JOYCE MATA, LONDRINENSES VIVEM! AMÉM. POR FALAR EM VIDA E MORTE, TERMINEI PELA SEXTA VEZ NA VIDA O CARTAS AO PAI DO KAFKA, E PRA PEGAR AINDA MAIS CONTEÚDO NEGATIVO, MEU PAI FEZ COM QUE EU SAÍSSE DE LONDRINA Às 23:OO HRS NO SABADO, CORRENDO ATÉ A CIDADE DE ASSIS CHATEUBRIAND NO OESTE DO ESTADO, PARA LEVAR MINHA AVÓ PARA ENTERRAR MINHA BISAVÓ QUE FALECERA ÀS 20:00 DAQUELA NOITE...MAS, AGORA PENSO, ELE NÃO PODERIA TER DADO MAIOR PRESENTE DO QUE A LOUÇA SUJA PRA LAVAR QUANDO VOLTEI, A CASA DESORGANIZADA E AS IMPRESSÕES RECOLHIDAS DE TAL EMPREITA DE ENTERRAR MINHA BISAVÓ. ME SINTO LISONGEADO, E COMO SE EU TIVESSE IDO ATÉ A FARMACIA AO INVÉS DE TER IDO A ASSIS CHATEUBRIAND, CREIO TER TOMADO UM SIGNIFICATIVO COMPRIMIDO DE JUÍZO, QUI NEM LULINA. ESCREVI SOBRE UMA VELHA QUE FAZ BORDADOS EM PONTO CRUZ, É UMA CRÔNICA INTERESSANTE...ELA FALA DOS TRES HOMENS QUE ELA TEVE EM SUA VIDA, ALEXANDRE, NÃO O GRANDE E CONQUISTADOR, OUTRO, HUMBERTO, O NIILISTA E VINICIUS O MÍSTICO...AMANHÃ EU POSTO.PONTO CURZ.
OUVINDO KIRPI-THE SONG BUDDHA BAR-VOL. 7
PRA LOUNGEAR A POUCO E ME SENTIR MAIS LONGE DA POBRE LAJE DO LAZER DE EXISTIR.
"Masturbação! É impressionante como ela está sempre à nossa mão!" james joyce
Interessante....visitei teu blog e gostei, e agora? ...não sei...
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