
“...a expressão de que não há nada a expressar, nada com que se expressar, nada a partir do que expressar, nenhuma possibilidade de expressar, nenhum desejo de expressar,aliado à obrigação de se expressar...”samuel beckett_isto diz muito acerca do motivo pelo qual continua blogando.
neste exato momento capucchinho, sorvendo assim,,, tabaum com tabaco.
a minha docinho de chuchu L*******..... ora me joga balde de Água fria, ora me esquenta, mas no fundo ela me esquenta, calorzinho gostoso, e se eu oscilo em sentir eh por causa da daniele hipólito que eu tenho na minha consciÊncia de existir, perita em acrobacias mentais.NO FUNDO NO FUNDO VC PRA MIM EH aLIVIO
msn:
e eu gosto muitaum de sempre estar do lado irreal das coisas............
entende?
mas eu ... sei apreciar a realidade tbm
vejaaa agora...que lindo eh o momento, um gato passa no telhado, eu estou em sobriedade, eu sou o pseudo despachante de tamarana, sentar neste sofa eh um milagre,
um cintilação cotidiana
blablablogh
...então hoje vou fazer um breve comentário acerca de situações corriqueiras que ora me aquietam ora me deixam inquieto. Correr 3.800 com o Max brod vinicinho ateh a barragem discutindo assuntos eidéticos do tipo a metmpsicose, o sentido da vida, Nietzsche, loucura, paradigmas, me fez ter uma certeza que eu não estava correndo em busca de nada,E QUE mesmo assim havia ali algo de eterno naquela situação que passou,PORtanto,a eternidade eh breve e passa tbm.mas há um salto qualitativo do Instante, E eu não me esqueço desta idéia do filósofo melancólico...e mesmo correndo eu estava numa situação legitima de quietude, paz espiritual, manso como um remanso, de boa na lagoa, sem pó no igapó..isto me fez lembrar de um relato que li no livro de Viktor e.frankl o psicoterapeuta e dono da tese do otimismo trágico, acerca de uma mulher no campo de concentração que ...”ESSA JOVEM MULHER SABIA QUE IA MORRER NOS PRÓXIMOS DIAS. QUANDO FALEI COM ELA, AINDA ASSIM ESTAVA BEM DISPOSTA.”SOU GRATA AO MEU DESTINO POR SER ASSIM TÃO DURO COMIGO”, FOI O QUE ELA ME DISSE TEXTUALMENTE,”POIS EM MINHA VIDA BURGUESA ANTERIOR EU TIVE TUDO QUE QUIS E MINHAS AMBIÇÕES ESPIRITUAIS NÃO ERAM LÁ MUITO SÉRIAS.” EM SEUS ÚLTIMOS DIAS ELA ESTAVA COMPLETAMENTE ENSISMERADA.”ESSA ÁRVORE ALI É A ÚNICA AMIGA EM MINHAS SOLIDÕES”, DISSE-ME ELA, APONTANDO PELA JANELA DO BARRACÃO. LÁ FORA UM CASTANHEIRO ESTAVA EM PLENA FLORESCÊNCIA E DO CATRE DA ENFERMA PODIA-SE ENXERGAR, PELA PEQUENA JANELA DO BARRACÃO DA ENFERMARIA, UM ÚNICO RAMO VERDEJANTE COM DUAS FLORES.”COM ESSA ÁRVORE EU CONVERSO MUITAS VEZES”, DISSE ELA. FICO MEIO DESCONCERTADO, SEM SABER COMO INTERPRETAR AS SUAS PALAVRAS. ESTARIA ELA SOFRENDO DE ALUCINAÇÕES E DELIRIOS? POR ISSO LHE PERGUNTO SE A ÁRVORE TAMBÉM LHE RESPONDE-SIM? E QUE LHE ESTARIA DIZENDO. RESPONDEU-ME”ELA ME DISSE, ESTOU AQUI, - EU – ESTOU – AQUI – EU SOU A VIDA, A VIDA ETERNA...”
mgmt/Samuel Beckett/skate/cigarros/revista Cult/centro da cidade/UM espírito crítico tipo IBSEN...pois bem, agora o que me inquieta são os outros, pois eu pensei que o poema em linha recta do Fernando Pessoa fosse uma poesia de fidelidade e nobreza no fracasso, mas até a condição de fracasso a mulecada de hj em dia tratou de distorcer. Ontem na praça central o cara muito empertigado e jactantante, ufanava-se de ter levado três socos na cara de um policial enquanto o outro pra vencer o primeiro dizia: “pô maluco, soco na cara não é nada, eu levei “vuadora no rim e soco nas costas” frmza!
Ces´t Le juvenue...
As vezes me pergunto será que eu não sou o velho do texto acima em plenitude? Sei sim que sou um acúmulo de eus-mortos, daí a inspiração para o texto do velho moribundo, mas, meuuu os caras conseguem ser campeões em tudo, até em levar soco na cara de policial,eles são vencedores até em número de enquadros policiais, e eu fico sem rumo e sem remo, perco o sentido da minha vilania, da minha condição reles,vou parar por aqui, volto ao meu enbigo do humbigs.
Álvaro de Campos
Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
http://www.youtube.com/watch?v=SJGapSGp_lc poema em linha reta por Paulo Autran
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Acabei de entrar e achei teu BLOG d+++ Continue escrevendo blablabog
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